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© Felipe Chargel/CBDU/Direitos Reservados
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A atleta Emilly Amorim, 20 anos, estudante do sexto período de educação física da Universidade Federal do Paraná (UFPR), compete nos Jogos Universitários Brasileiros (JUBs) em Natal. A karateca disputa nesta quinta-feira a categoria até 50 quilos, buscando o bicampeonato.

Esta é a terceira participação de Emilly nos JUBs. Além de almejar a medalha de ouro, a estudante tem um objetivo especial: conquistar um boneco do Joca, o mascote da competição, que está sendo distribuído aos vencedores. Em participações anteriores, ela já garantiu uma medalha de bronze e uma de ouro, mas ainda não possui o cobiçado Joca.

“Estou bastante animada, mas este ano está bem mais difícil. No ano passado foram três lutas, este ano vou ter que fazer cinco, mas a minha expectativa continua alta: quero levar um Joca pra casa”, afirma a atleta.

Emilly iniciou sua trajetória no karatê aos 5 anos, inspirada pelo filme “Kung Fu Panda”. Seus pais a matricularam em um projeto social no interior do Paraná, dando início a uma paixão duradoura. “O karatê foi a base de tudo. Aprendi respeito, saber competir, o que é muito importante para uma criança. O karatê me moldou, não sei o que seria de mim sem ele”, revela.

A dedicação ao esporte a levou a representar o Brasil internacionalmente. “Entrei na seleção brasileira com 16 anos. Foi minha primeira viagem internacional sozinha, e meus pais ficaram com muito medo. A seleção brasileira foi a conquista mais importante que tive, tanto para mim quanto para minha família.”

Para o futuro, Emilly planeja se formar, iniciar uma pós-graduação e a licenciatura, além de continuar competindo em alto nível. Conciliar a rotina de treinos, estudos e trabalho exige organização. “Eu arrumo a minha rotina por semestres, porque na faculdade não é a gente que escolhe os nossos horários. Quando saem os horários, eu me organizo para treinar, trabalhar e estudar todos os dias, sem falta. Pelo menos no domingo eu consigo ficar de boa”, explica.

Além de atleta, Emilly também atua em um projeto de iniciação esportiva para crianças neurodivergentes. “Eu trabalho com cross training, cross kids e com karatê também. Tive uma experiência muito boa com uma criança neurodivergente com o karatê e eu me apaixonei. Então comecei a fazer cursos, entender melhor como lidar com crianças assim, como ajudá-las a se desenvolver melhor”, conta.

A persistência é a lição mais valiosa que o karatê ensinou a Emilly. “Eu pratico desde meus cinco anos e o meu sonho desde sempre era entrar na seleção brasileira. Todos os anos eu ficava em segundo lugar. Você tem que ganhar de todo mundo da sua categoria para entrar na seleção, e eu ficava em segundo. Eu chorava, mas aprendi. O meu sensei me ensinou: se você continuar tentando, uma hora vai dar certo. E isso eu levei pra tudo na minha vida. Persistência. Não parar só porque eu caí. Levanta, vamos continuar. Se cair de novo, levanta de novo”, conclui.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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