A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS realiza, nesta segunda-feira, duas importantes oitivas. Felipe Macedo Gomes, ex-presidente da Amar Brasil Clube de Benefícios (ABCB), deverá prestar esclarecimentos sobre mais de R$ 1,1 bilhão em descontos considerados indevidos, realizados em benefícios de aposentados e pensionistas. A sessão está agendada para começar às 16h.
A ex-integrante do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), Tonia Andrea Inocentini Galleti, também será ouvida pelos parlamentares. O foco do seu depoimento será o suposto bloqueio de suas denúncias e pedidos de regulamentação relacionados aos Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) firmados entre o INSS e diversas associações e sindicatos.
Senadores e deputados que solicitaram a presença de Tonia Galleti na CPMI argumentam que a investigação não deve se limitar aos executores finais dos desvios. Eles defendem a necessidade de apurar possíveis falhas estruturais e omissões que teriam ocorrido nos níveis de decisão do sistema previdenciário.
O depoimento de Felipe Macedo Gomes foi motivado por suspeitas levantadas em investigações da Polícia Federal e da Controladoria Geral da União (CGU). Segundo as apurações, ele seria um dos principais operadores do esquema de fraudes no INSS. Entre 2022 e 2024, o ex-dirigente teria movimentado a quantia bilionária por meio dos descontos irregulares.
De acordo com um dos requerimentos para sua convocação, a Amar Brasil Clube de Benefícios (ABCB) foi autorizada a descontar até 2,5% dos benefícios previdenciários em 2022. As cobranças, no entanto, teriam atingido milhares de aposentados e pensionistas, muitos deles sem qualquer vínculo ou autorização expressa para filiação à entidade. Há suspeitas de que a associação tenha sido utilizada como fachada para operações financeiras irregulares, com o objetivo de captar recursos ilicitamente.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br