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© Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Um estudo divulgado em São Paulo revelou uma queda significativa no uso da internet por crianças e adolescentes nas escolas. A pesquisa, que ouviu jovens entre 9 e 17 anos, constatou que a proporção de usuários que acessam a internet no ambiente escolar diminuiu de 51% para 37% em um ano.

A coordenadora da pesquisa aponta que a restrição do uso de celulares nas escolas, implementada no início do ano, pode ser um dos fatores que explicam essa redução. A coleta de dados da pesquisa teve início em março, após a implementação da medida.

Outros fatores também podem influenciar essa queda no uso da internet nas escolas. A coordenadora do estudo ressalta que o debate político sobre a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital, mesmo antes da implementação do Estatuto da Criança e do Adolescente Digital, pode estar contribuindo para essa mudança de comportamento.

O estudo também revelou que o número de crianças e adolescentes com acesso à internet se manteve relativamente estável, com 92% da população entre 9 e 17 anos utilizando a rede. Esse percentual representa aproximadamente 24,6 milhões de pessoas. O celular continua sendo o principal dispositivo de acesso, utilizado por 96% dos entrevistados.

A pesquisa aponta que 84% dos usuários acessam a internet em casa várias vezes ao dia, enquanto nas escolas, apenas 12% acessam com essa frequência. As atividades mais comuns na internet incluem pesquisas escolares, pesquisas sobre temas de interesse, leitura de notícias e busca por informações sobre saúde.

O estudo também identificou um aumento no número de crianças e adolescentes que nunca acessaram a internet, passando de 492.393 no ano anterior para 710.343 em 2025.

A pesquisa revelou que quase metade dos jovens (46%) acessam a internet para assistir a vídeos de influenciadores digitais, muitas vezes diariamente. A coordenadora do estudo alerta para a importância da atenção dos pais ao acesso dos filhos à internet, destacando que a mediação ativa, com diálogo e acompanhamento, é a forma mais eficaz de garantir um uso seguro e consciente da rede.

A pesquisa ouviu 2.370 crianças e adolescentes e seus pais ou responsáveis.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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