A direção nacional do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) se manifestou sobre a expulsão de Rama Dantas, negando acusações de machismo e classificando a decisão como resultado de um processo democrático interno. O partido argumenta que a saída de Dantas e outros militantes foi motivada por divergências políticas e pelo não cumprimento de regras partidárias.
Em comunicado, o PSTU descreve o episódio como uma “separação”, decorrente de discordâncias em questões políticas, nacionais e internacionais, além de divergências programáticas e de moral partidária. A legenda detalha que as divergências incluíam a postura a ser adotada em relação ao governo Lula e ao bolsonarismo, que a maioria do partido considera um fenômeno reacionário a ser combatido.
De acordo com a direção do PSTU, o ponto crucial para a separação foi a recusa do grupo minoritário em se submeter às decisões da maioria, o que resultou em bloqueio dos debates internos e na não aceitação das resoluções aprovadas coletivamente.
Rama Dantas, por sua vez, declarou que a expulsão foi motivada por “vários problemas de moral e de machismo” e por políticas consideradas reformistas. Ela alega que o setor majoritário não apenas rejeitou as críticas, mas optou pela expulsão.
O PSTU, conhecido por suas posições de esquerda radical, defende em seu estatuto uma “revolução socialista” que conduza a classe operária ao poder, instaurando uma “ditadura revolucionária do proletariado” e promovendo a abolição da propriedade privada. O partido tem histórico de candidaturas em disputas municipais e estaduais, sem ter obtido sucesso eleitoral significativo.
Fonte: jornaldaparaiba.com.br