Edgar Alves de Andrade, conhecido como “Doca”, apontado como o principal alvo de uma megaoperação contra uma facção criminosa no Rio de Janeiro, é um paraibano investigado por mais de 100 homicídios. Apesar da operação que resultou em 121 mortes, Doca conseguiu escapar.
Nascido em 1970 no município de Caiçara, interior da Paraíba, ele cresceu na Vila Cruzeiro, Zona Norte do Rio. Doca é um fugitivo do sistema carcerário e responde por diversos crimes, incluindo execuções de crianças e desaparecimentos de moradores, segundo o Disque Denúncia do Rio de Janeiro.
Em outubro de 2023, Doca foi identificado como o mandante da execução de três médicos e da tentativa de homicídio de um quarto homem na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio. As vítimas, que participavam de um congresso de medicina, foram confundidas com milicianos. Investigações indicam que Doca, posteriormente, ordenou a morte dos executores dos médicos.
Entre os 35 mandados de prisão pendentes contra o traficante, estão os relacionados à morte de três meninos que desapareceram em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. As investigações apontam que o traficante ordenou a execução de todos os envolvidos nas mortes das crianças, cujos corpos nunca foram encontrados, assim como os dos responsáveis.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro oferece uma recompensa de R$ 100 mil por informações que levem à captura de Doca. Para denunciar um possível paradeiro, a polícia disponibiliza os seguintes canais: Central de atendimento (21)2253-1177 ou 0300-253-1177 e WhatsApp Anonimizado (21)2253-1177. Na Paraíba, denúncias anônimas podem ser feitas pelo número 197. Mais de 155 ligações já foram recebidas no Rio de Janeiro com informações sobre o possível paradeiro do traficante.
Durante a mesma operação, Damião Barbosa, 50 anos, apontado como integrante da alta cúpula da facção criminosa na Paraíba e próximo ao líder da organização no estado, também foi preso. Ele estava foragido no Rio de Janeiro.
Fonte: jornaldaparaiba.com.br