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© Tânia Rêgo/Agência Brasil
© Tânia Rêgo/Agência Brasil

Na Penha, zona norte do Rio de Janeiro, a Paróquia Bom Jesus da Penha se tornou um refúgio para fiéis em busca de conforto e esperança. No Dia de Finados, as orações se intensificaram, especialmente em memória das vítimas da controversa operação policial realizada recentemente nas favelas da região.

O padre Marcos Vinícius Aleixo, responsável pela missa, relatou que a comunidade local está amedrontada. A frequência nas missas diminuiu consideravelmente, reflexo da insegurança que paira sobre o bairro. “A insegurança reina no bairro por conta disso. Muitas pessoas ficam com medo de sair de casa, com medo de vir até a missa”, disse o padre.

A igreja fica a aproximadamente um quilômetro da Praça São Lucas, local onde corpos foram reunidos após serem retirados de uma área de mata entre os complexos do Alemão e da Penha. A operação, segundo a Secretaria de Pública do Rio de Janeiro, resultou em 121 mortes.

Uma moradora expressou a sensação de estar encurralada entre o crime organizado e as ações policiais. Ela descreveu as dificuldades enfrentadas no dia a dia, incluindo restrições de locomoção e cobranças ilegais nas ruas. “É tranquilidade que eu cobro. A minha cobrança é essa. Porque a gente não tem mais paz, não tem sossego”, desabafou.

A operação policial foi alvo de críticas de organizações nacionais e internacionais, inclusive do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (ONU), que pediram uma investigação independente. Famílias alegam ter encontrado sinais de tortura nos corpos de seus entes queridos. Por outro lado, o governo do estado afirma que os que se entregaram foram presos e que as pessoas que foram mortas entraram em conflito com os agentes.

Um morador reconheceu que a operação, embora controversa, transmite a impressão de que algo está sendo feito em relação à segurança pública. No entanto, outra moradora, presente no complexo da Penha durante a operação, descreveu o dia como um “horror” e duvida que a ação traga mudanças significativas para a comunidade. “Nada”, respondeu ela, quando questionada sobre a possibilidade de melhorias.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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