A Polícia Civil do Rio de Janeiro confirmou a identidade de 115 dos 117 suspeitos mortos durante uma grande operação nos complexos da Penha e do Alemão. Um relatório aponta que dois dos indivíduos mortos eram naturais da Paraíba.
A operação, considerada uma das maiores do estado, mobilizou um grande contingente policial contra membros do Comando Vermelho. O líder da facção, Edgar Alves de Andrade, conhecido como “Doca” e natural da Paraíba, permanece foragido. Ele é apontado como um dos principais líderes da organização criminosa.
O levantamento aponta que 62 dos mortos eram provenientes de outros estados. Entre eles, há um grande número do Pará (19), Bahia (12), Amazonas (9), Goiás (9) e Ceará (4). Há também registros de criminosos do Maranhão, Mato Grosso, Espírito Santo, São Paulo e Distrito Federal.
De acordo com a Polícia Civil, 95% dos identificados tinham ligações com o Comando Vermelho. Mais da metade dos mortos não residia no Rio de Janeiro, evidenciando a presença de criminosos de diversas regiões nas áreas controladas pela facção.
As investigações indicam que 97 dos mortos possuíam antecedentes criminais. Destes, 59 tinham mandados de prisão em aberto. Outros 17 não possuíam antecedentes, mas as autoridades encontraram indícios de envolvimento com o tráfico de drogas em publicações nas redes sociais de 12 deles.
A Polícia Civil afirmou que o objetivo da operação foi enfraquecer o Comando Vermelho e impedir a expansão de suas atividades criminosas no estado do Rio de Janeiro.
Fonte: portalcorreio.com.br