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© Tomaz Silva/Agência Brasil
© Tomaz Silva/Agência Brasil

Operação policial realizada nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, resultou em um alto número de mortos, incluindo jovens e adolescentes. A ação, que teve como alvo o Comando Vermelho, deixou 121 pessoas mortas, entre elas dois policiais civis e dois militares.

Entre as vítimas civis, ao menos dois eram adolescentes, com 14 e 17 anos, e outros seis tinham menos de 20 anos. Uma lista divulgada pela Polícia Civil continha nomes, fotos e idades dos civis mortos, além de anotações criminais e postagens em redes sociais que, segundo a polícia, indicavam ligação com o tráfico de drogas.

O pai do adolescente de 14 anos, morador de Nova Iguaçu, relatou que o filho havia saído para bailes nos complexos da Penha e do Alemão e desapareceu. Ele mencionou o sofrimento da família e a busca pelo filho.

O avô do jovem de 17 anos afirmou que criou o neto como filho, mas não conseguiu evitar o envolvimento com o crime. Ele expressou sua dor pela perda e pelo fato de o jovem não o escutar mais.

A lista da Polícia Civil, embora com algumas imprecisões, revela que pelo menos um terço dos mortos tinha até 25 anos. Oito não haviam completado 20 anos e mais da metade tinha 30 anos ou menos.

A polícia incluiu na lista supostas provas da relação de alguns dos mortos com o tráfico, como postagens em redes sociais. O secretário de Polícia Civil minimizou o fato de alguns não terem antecedentes criminais ou fotos com armas, afirmando que todos reagiram à abordagem policial.

Para a ativista de direitos humanos Mônica Cunha, a maioria das vítimas ser jovens reflete o racismo e a falta de investimentos públicos em áreas mais pobres, o que leva jovens a buscarem alternativas em organizações criminosas. Ela critica a militarização da segurança e a falta de oportunidades para jovens negros.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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