O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa neste domingo, em Santa Marta, na Colômbia, de uma cúpula que reúne a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e a União Europeia (UE).
Durante entrevista concedida em Belém, na semana passada, Lula indicou que o encontro seria uma oportunidade para discutir a presença militar dos Estados Unidos no Caribe, especialmente na costa da Venezuela. Ele relembrou conversas passadas sobre o tema, enfatizando que a América Latina deve ser uma zona de paz. Segundo o presidente, os problemas políticos existentes na Venezuela devem ser resolvidos por meios políticos, sem intervenção militar.
A cúpula acontece em um momento de tensão no Caribe, com o envio de tropas terrestres, submarinos e navios militares dos Estados Unidos para a região. O governo venezuelano argumenta que a ação visa desestabilizar o país e tomar controle das reservas de petróleo.
O evento reúne líderes dos 27 países da União Europeia e das 33 nações da Celac, com o objetivo principal de retomar o diálogo birregional e avançar nas negociações do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia.
Esta é a quarta cúpula entre a Celac e a UE, representando o décimo encontro entre as duas regiões desde 1999. Espera-se que a chamada Declaração de Santa Marta e o Mapa do Caminho 2025-2027 sejam consolidados durante o evento, transformando o diálogo em ações concretas.
A Colômbia ocupa a presidência da reunião em 2025, sucedendo Honduras. Em 2026, o posto será assumido pelo Uruguai. O Brasil retomou sua participação na cúpula em janeiro de 2023, após um período de ausência de três anos.
A cúpula se estenderá até segunda-feira, mas a participação de Lula está programada apenas para o primeiro dia. Em seguida, ele retornará a Belém para a abertura da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30).
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br