O deputado federal Hugo Motta, do Republicanos da Paraíba, enfrenta um momento delicado em sua trajetória política. Após ascender à Presidência da Câmara Federal, o parlamentar se tornou alvo de investigações por parte do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Ministério Público Federal (MPF).
O TCU apura a possível existência de servidores fantasmas lotados no gabinete de Motta. O órgão concedeu um prazo de 15 dias para que o deputado apresente esclarecimentos sobre o caso.
Simultaneamente, o MPF iniciou uma investigação preliminar, motivada por reportagens da imprensa nacional, sobre a suspeita de prática de “rachadinha” no gabinete do parlamentar. Devido ao foro privilegiado, o caso será conduzido pela Procuradoria Geral da República (PGR), enquanto a parte cível, referente à possível improbidade administrativa, ficará a cargo de procuradores em Brasília.
A assessoria do deputado informou que não comentará o assunto. Aliados de Motta classificam as investigações como “denuncismo” e relembram que familiares do deputado já foram alvo de questionamentos no passado, sendo posteriormente absolvidos.
Apesar das denúncias, Motta busca reverter o desgaste político através da destinação de emendas impositivas para seus redutos eleitorais. Ele planeja ampliar seu alcance político em 2026, com a intenção de eleger seu pai, Nabor Wanderley, como senador, e sua irmã, Olívia Motta, para a Assembleia Legislativa.
No entanto, o silêncio público do deputado diante das suspeitas de rachadinha e funcionários fantasmas tem contribuído para um crescente sentimento de decepção em relação a ele na Paraíba.
Fonte: jornaldaparaiba.com.br