O Ministério Público da Paraíba (MPPB), em colaboração com a Federação Paraibana de Futebol (FPF-PB) e a Polícia Militar da Paraíba (PMPB), está planejando a instalação de sistemas de reconhecimento facial nos principais estádios do estado. A iniciativa, debatida em reunião na última quinta-feira (6) pelo Núcleo do Desporto e Defesa do Torcedor (Nudetor), visa fortalecer a segurança e otimizar a identificação de torcedores em situações de risco durante as partidas.
O promotor de Justiça José Leonardo Clementino Pinto, coordenador do Nudetor, enfatizou que a tecnologia é essencial para a prevenção de incidentes e para a promoção de um ambiente de paz nos estádios. Segundo ele, o reconhecimento facial busca assegurar que os locais sejam seguros, permitindo que os torcedores exerçam seu direito de torcer sem receios.
A implementação do sistema atende a uma exigência da Lei Geral do Esporte, que determina o monitoramento por imagem e identificação biométrica em arenas esportivas com capacidade superior a 20 mil pessoas. Na Paraíba, essa obrigatoriedade se aplica ao Estádio José Américo de Almeida Filho, em João Pessoa, e ao Estádio Governador Ernani Sátyro, em Campina Grande.
O estádio da capital já havia iniciado a instalação do sistema durante a Série C, na campanha do Botafogo-PB, mas a novidade gerou lentidão e tumulto. Além da adequação à Lei Geral do Esporte, o MPPB e a FPF-PB pretendem usar o reconhecimento facial para prevenir a violência e para o cumprimento de acordos com torcidas organizadas. A Polícia Militar ressaltou que o monitoramento por imagem permitirá respostas mais ágeis e precisas em caso de incidentes, contribuindo para a responsabilização de infratores.
Nos próximos meses, novas reuniões serão realizadas para definir o cronograma de implantação e revisar os protocolos de segurança, com o objetivo de implementar o sistema antes do início do Campeonato Paraibano de 2026, programado para começar em 17 de janeiro.
Fonte: jornaldaparaiba.com.br