A Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria-Geral da União, lançou nesta quinta-feira uma nova fase da Operação Sem Desconto, com o objetivo de desmantelar um esquema de descontos irregulares em aposentadorias e pensões em nível nacional. A operação abrange a Paraíba e mais 14 estados brasileiros.
Ao todo, foram expedidos e cumpridos 63 mandados de busca e apreensão, além de 10 mandados de prisão preventiva, juntamente com outras medidas cautelares. As ações se concentram na Paraíba, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Tocantins e no Distrito Federal.
As investigações apontam para a ocorrência de diversos crimes, incluindo inserção de dados falsos em sistemas oficiais, formação de organização criminosa, estelionato previdenciário, corrupção ativa e passiva, e também atos de ocultação e dilapidação de patrimônio.
Na Paraíba, o nome de Jerônimo Arlindo da Silva, conhecido como Júnior do Peixe, surgiu durante a CPMI do INSS. Ele atuou como diretor da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Rurais (Conafer), entidade que está sob investigação por supostas fraudes em aposentadorias e pensões. A CPMI apurou que Júnior do Peixe recebia um salário mensal de R$ 40 mil enquanto ocupava o cargo de diretor na confederação. Atualmente, ele exerce a função de assessor técnico de projetos na Secretaria de Agropecuária e Pesca da Paraíba.
Fonte: portalcorreio.com.br