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© Bruno Peres/Agência Brasil
© Bruno Peres/Agência Brasil

A ministra dos Povos Indígenas declarou que a 30ª Conferência das Partes sobre Mudança do Clima (COP30) posicionou as demandas indígenas no coração do diálogo global. Segundo a ministra, um dos principais resultados esperados da conferência é o reconhecimento de que territórios indígenas, comunidades quilombolas e outras comunidades tradicionais representam elementos cruciais nas estratégias de mitigação climática.

Durante sua participação em um programa, a ministra enfatizou a necessidade de assegurar a posse da terra para essas comunidades. “É evidente que se esperam decisões concretas para garantir o financiamento climático na magnitude da emergência, permitindo-nos enfrentar desafios com ações nos territórios”, afirmou.

A ministra expressou otimismo de que esta edição da COP será lembrada como a COP da democracia, devido à ampla participação de diversos povos, territórios e culturas do Brasil, incluindo mulheres e jovens.

Ela ressaltou a presença significativa de indígenas no evento. “Contamos com 900 indígenas credenciados de todo o mundo para a área azul, destinada às discussões envolvendo autoridades. Somente do Brasil, são 360, em meio a 3,4 mil indígenas já confirmados no evento”. Ela enfatizou que os povos indígenas estão ativamente envolvidos em todos os aspectos da conferência, acompanhando as negociações de forma organizada. “Entendemos que esta COP transcende a mera presença física. Estamos conseguindo trazer a pauta indígena para o centro do debate global”, concluiu.

Outra iniciativa destacada pela ministra é o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF). A expectativa é que o fundo assegure o repasse de recursos para povos indígenas e comunidades locais de países com florestas tropicais, por meio de um novo modelo de financiamento climático. “Países que preservam as florestas tropicais serão recompensados financeiramente por meio de um fundo de investimento global. Uma das regras previstas é que 20% do valor repassado a cada nação a partir da rentabilidade do fundo seja encaminhado a populações indígenas e comunidades locais”, explicou a ministra.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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