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Estádio Amigão, em Campina Grande. (Foto: Estefinho Francelino/Campinense)
Estádio Amigão, em Campina Grande. (Foto: Estefinho Francelino/Campinense)

A Paraíba acaba de dar um passo importante em direção à segurança e controle de acesso em eventos esportivos e de entretenimento. Uma nova lei, recentemente sancionada, torna obrigatória a instalação de sistemas de reconhecimento biométrico em estádios e estabelecimentos que promovam espetáculos em todo o estado. A medida visa identificar e impedir a entrada de indivíduos com restrições judiciais ou administrativas, promovendo um ambiente mais seguro para o público e combatendo a violência e a criminalidade nesses locais. Essa legislação acompanha uma tendência nacional de modernização e reforço da segurança em grandes eventos.

Reconhecimento Biométrico Obrigatório em Arenas Paraibanas

A Lei Nº 14.137, de autoria da deputada Francisca Motta, estabelece que todos os locais que realizam atividades desportivas ou espetáculos na Paraíba devem implementar o sistema de reconhecimento biométrico. A medida busca garantir maior segurança e controle de acesso, impedindo a entrada de pessoas com pendências judiciais ou administrativas.

Detecção de Indivíduos com Restrições

O principal objetivo da lei é detectar indivíduos que possuam alguma restrição judicial ou administrativa que os impeça de frequentar esses locais. Isso inclui pessoas com mandados de prisão em aberto, indivíduos banidos de estádios por envolvimento em violência ou outros crimes, e aqueles que estejam cumprindo medidas cautelares que proíbam sua presença em eventos públicos.

Responsabilidades dos Organizadores

A nova legislação também define as responsabilidades dos organizadores de eventos. Eles serão responsáveis pela instalação e manutenção do sistema de reconhecimento biométrico, além de garantir o monitoramento da área de acesso e das catracas. A fiscalização do acesso também ficará a cargo da organização dos eventos, que deverá dispor de pessoal treinado para operar o sistema e tomar as medidas cabíveis em caso de identificação de pessoas com restrições.

Experiências Anteriores e o Cenário Nacional

A implementação do reconhecimento biométrico em estádios não é uma novidade no Brasil. A Arena da Baixada, em Curitiba, por exemplo, utiliza a tecnologia desde 2014. A experiência bem-sucedida do estádio paranaense serviu de inspiração para a criação da lei na Paraíba.

Reconhecimento Facial e a Lei Geral do Esporte

É importante destacar que o reconhecimento facial já é obrigatório em estádios com capacidade acima de 20 mil pessoas, conforme estabelecido pela Lei Geral do Esporte. As duas principais praças esportivas da Paraíba, o Estádio Amigão em Campina Grande e o Estádio Almeidão em João Pessoa, já utilizam o reconhecimento facial desde o início da temporada de 2025. A nova lei complementa essa medida, expandindo o uso da biometria para outros locais e eventos.

Conclusão

A implementação do reconhecimento biométrico em estádios e locais de espetáculos na Paraíba representa um avanço significativo na segurança e no controle de acesso a esses eventos. A medida, que já está em vigor, busca impedir a entrada de pessoas com restrições judiciais ou administrativas, garantindo um ambiente mais seguro e tranquilo para o público. Com a experiência de outros estados e a obrigatoriedade do reconhecimento facial em grandes estádios, a Paraíba se alinha às melhores práticas de segurança em eventos esportivos e de entretenimento.

FAQ

1. O que é o reconhecimento biométrico e como ele funciona?
O reconhecimento biométrico é uma tecnologia que utiliza características físicas únicas de cada indivíduo, como impressões digitais ou íris, para identificá-lo. Nos estádios e locais de espetáculos, o sistema geralmente utiliza câmeras e softwares para escanear o rosto dos presentes e comparar com um banco de dados de pessoas com restrições judiciais ou administrativas.

2. A lei vale para todos os eventos na Paraíba?
A lei se aplica a todos os eventos esportivos e espetáculos realizados em estádios e estabelecimentos na Paraíba, independentemente do tamanho ou tipo de evento.

3. O que acontece se o sistema identificar alguém com restrição?
Se o sistema de reconhecimento biométrico identificar alguém com restrição judicial ou administrativa, a organização do evento deverá acionar as autoridades competentes, como a polícia, para que tomem as medidas cabíveis. A pessoa poderá ser impedida de entrar no local ou, caso já esteja dentro, poderá ser retirada e encaminhada às autoridades.

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Fonte: https://jornaldaparaiba.com.br

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