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© 41330/Pixabay
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Pesquisadores brasileiros publicam estudo sobre sequelas do zika em crianças

Um grupo de pesquisadores brasileiros publicou um estudo sobre as sequelas do zika em crianças, que é considerado o maior estudo do mundo sobre o tema.

O estudo foi realizado pelo Consórcio Brasileiro de Coortes de Zika (ZBC-Consórcio) e reuniu informações de 843 crianças brasileiras com microcefalia, nascidas entre janeiro de 2015 e julho de 2018.

A pesquisa foi publicada no periódico científico PLOS Global Public Health e forneceu dados importantes sobre as sequelas do zika em crianças.

Os dados foram investigados para descrever os casos, uniformizar as informações e definir qual é o espectro da microcefalia causada pelo vírus.

Segundo a pesquisadora Maria Elizabeth Lopes Moreira, do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), o resultado mais importante do estudo foi a definição de como era a morfologia da microcefalia causada pelo zika.

Maria Elizabeth destacou que a maior incidência de microcefalia por Zika do mundo ocorreu no Brasil, que viveu uma epidemia da doença entre 2015 e 2016.

A pesquisadora também ressaltou que as crianças com microcefalia causada pelo zika têm uma maior chance de apresentar problemas neurológicos, auditivos e visuais, incluindo convulsões de difícil controle.

Além disso, Maria Elizabeth destacou que as crianças que nasceram com microcefalia causada pelo zika têm uma maior chance de apresentar problemas de aprendizagem e desenvolvimento, incluindo dificuldades de atenção e déficits de aprendizagem.

A pesquisadora também recomendou que as mulheres grávidas busquem evitar a exposição ao mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti, em épocas de epidemia.

Elas também devem usar repelentes e roupas de mangas compridas, preferencialmente em ambientes com ar condicionado.

Além disso, Maria Elizabeth destacou que as crianças que nasceram com microcefalia causada pelo zika precisam de cuidados multidisciplinares e assistência de diferentes especialidades médicas e de outras áreas da saúde.

Esses cuidados incluem estimulação precoce, fisioterapia, fonoaudiologia e outros tipos de tratamento.

A pesquisadora também ressaltou que o acesso a esses cuidados tem obstáculos no Brasil, levando as mães a peregrinarem pelos diferentes serviços do Sistema Único de Saúde (SUS).

Elas também destacaram a necessidade de que seja desenvolvida no Brasil uma vacina para as mulheres em idade fértil, que as impeça de terem Zika.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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