O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, teve uma conversa por telefone neste sábado (31) com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. De acordo com uma nota do Itamaraty, os dois discutiram questões relacionadas ao comércio exterior e à cooperação em segurança.
Sem entrar em detalhes específicos, o Itamaraty também informou que os chanceleres abordaram detalhes sobre a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Washington, anunciada na semana anterior. A data exata ainda não foi divulgada.
O contato direto entre os chanceleres ocorre em um momento de desconforto em relação ao Conselho da Paz, uma iniciativa liderada pelo presidente dos Estados Unidos, que visa gerir o futuro da Faixa de Gaza e outros territórios.
Enquanto busca uma maior aproximação com Trump, especialmente no âmbito do comércio bilateral e global, Lula mantém a posição do Brasil em relação à defesa da Organização das Nações Unidas (ONU) como principal órgão de política multilateral.
Além disso, o presidente brasileiro foi convidado a fazer parte do Conselho da Paz, mas ainda não respondeu ao convite, chegando a criticar a proposta em um evento recente em Salvador.
A ligação entre os chanceleres vem logo após a conversa telefônica entre Lula e Trump, na qual o presidente brasileiro defendeu uma reforma no Conselho de Segurança da ONU, uma pauta histórica do Brasil.
Outros temas discutidos incluem a situação na Venezuela, com Lula expressando a Trump a importância de manter a paz na região e de avançar na cooperação contra o crime organizado transnacional.
O Brasil tem destacado a necessidade de congelar ativos de organizações criminosas e de aumentar o intercâmbio de informações financeiras entre os países, visando a segurança na região.
O encontro entre Lula e Trump tem como pano de fundo a taxação de produtos brasileiros impostas pela Casa Branca, um assunto que tem sido central nas discussões entre os líderes. Após encontros em eventos internacionais, algumas taxações foram revogadas, mas muitas delas ainda estão em vigor, afetando produtos como máquinas, móveis e calçados.
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