PUBLICIDADE

© Marcello Casal jr/Agência Brasil
© Marcello Casal jr/Agência Brasil

Após a interdição da Refinaria de Manguinhos (Refit) na última sexta-feira, uma força-tarefa foi implementada por refinarias, transportadoras e distribuidoras de combustíveis para assegurar o abastecimento no Rio de Janeiro. A ação, que opera 24 horas, foi detalhada nesta segunda-feira.

O plano de contingência envolve o aumento da produção da Refinaria Duque de Caxias (Reduc), da Petrobras, situada na região metropolitana, e a mobilização de uma frota adicional de aproximadamente 200 caminhões diários para o transporte de produtos a partir de refinarias localizadas em São Paulo.

A interdição da Refinaria de Manguinhos ocorreu após fiscalização da Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), com apoio da Receita Federal e da Marinha. A Refit é investigada por suspeitas de irregularidades na operação, importação de combustíveis e sonegação de impostos.

A força-tarefa visa evitar qualquer impacto no fornecimento de gasolina, diesel e outros derivados para consumidores finais, incluindo clientes industriais.

Desde a interrupção das atividades de refino em Manguinhos, uma sala de situação monitora o fornecimento em tempo real para identificar gargalos, facilitar a colaboração entre as empresas e promover a comunicação com as autoridades públicas, buscando garantir a normalidade do mercado.

A ação também busca suprir a demanda no mercado paulista.

A interdição da Refit ocorreu no mesmo dia em que a segunda fase de uma operação apreendeu 91 milhões de litros de óleo diesel destinados à refinaria.

A ANP justificou a interdição cautelar até que as irregularidades encontradas durante as operações de fiscalização sejam esclarecidas. Durante a vistoria da última semana, a listou uma série de irregularidades, entre elas, a falta de evidências de que a refinaria realmente refinava petróleo. A ANP também indicou suspeita de importação irregular de gasolina não especificada e utilização de tanques sem autorização.

A Refinaria de Manguinhos, agora Refit, foi fundada em 1954 e é a mais antiga refinaria privada do Rio de Janeiro. Ela emprega 2,5 mil pessoas.

A empresa emitiu um comunicado a investidores no qual afirma que não há qualquer decisão definitiva sobre a interdição. A Refit divulgou uma nota à imprensa em que diz ter recebido a decisão com “surpresa e indignação”.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Destaques Alagoas em Dia

Relacionadas

Menu