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© Sergio Amaral/Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social
© Sergio Amaral/Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social

Um relatório da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) ressalta a necessidade urgente de aprimorar a qualidade das refeições oferecidas nas escolas em todo o mundo. Embora quase metade das crianças globalmente tenha acesso à alimentação escolar, o relatório aponta para uma carência significativa na atenção ao valor nutricional desses alimentos.

O documento enfatiza a importância de priorizar refeições equilibradas, compostas por produtos frescos e complementadas por iniciativas de educação alimentar. Ele também revela que as refeições escolares podem impulsionar as matrículas em até 9% e a frequência escolar em 8%, além de otimizar o desempenho pedagógico dos alunos.

O estudo alerta para a ligação direta entre a falta de supervisão e o aumento da obesidade infantil, que mais que dobrou desde 1990, em um cenário de crescente insegurança alimentar global. A publicação “Educação e nutrição: aprender a comer bem” revela que, em 2022, aproximadamente um terço das refeições escolares não contou com a participação de nutricionistas no planejamento. Apenas 93 dos 187 países avaliados possuíam normas para regulamentar os alimentos nas escolas, e apenas 65% deles controlavam a venda de produtos em cantinas e máquinas automáticas.

A Unesco defende a valorização da agricultura familiar e da cultura local para aumentar a oferta de alimentos in natura. Iniciativas como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) no Brasil, que restringe o uso de ultraprocessados, são apontadas como exemplos a serem seguidos. A China, com a inclusão de vegetais, leite e ovos em escolas rurais, e a Nigéria, com um programa de alimentação escolar baseado na produção local, também são destacadas por seus impactos positivos.

A organização insta os governos a priorizarem alimentos frescos e locais, reduzirem produtos ultraprocessados e integrarem a educação alimentar nos currículos escolares. Ferramentas práticas e programas de formação para gestores públicos e educadores serão lançados em 2025. O relatório faz parte do Monitoramento Global da Educação (GEM), que avalia o progresso dos países em relação aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS 4) sobre educação de qualidade.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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