Os organizadores das Paralimpíadas de Inverno de Milão-Cortina confirmaram nesta quinta-feira que sete países irão boicotar a cerimônia de abertura do evento em protesto contra a participação de atletas russos sob sua própria bandeira — algo que não acontecia desde 2014.
O Comitê Paralímpico Internacional (IPC) anunciou no mês passado que permitirá a participação de seis atletas da Rússia e quatro de Belarus nos Jogos, desta vez representando oficialmente seus países, e não como competidores neutros.
Boicote e motivos políticos
Após o anúncio do IPC, alguns países, incluindo Ucrânia, decidiram não participar da cerimônia de abertura, marcada para sexta-feira na Arena de Verona.
Os países que boicotarão a cerimônia por razões políticas são República Tcheca, Estônia, Finlândia, Letônia, Lituânia, Polônia e Ucrânia, segundo comunicado do IPC.
Decisões baseadas em desempenho esportivo
Outros países, como Canadá, Grã-Bretanha, Alemanha e França, optaram por não comparecer à cerimônia de abertura por questões de desempenho esportivo, visando focar nas competições.
Com diversas provas começando logo no sábado, muitos atletas preferiram permanecer próximos de suas bases de treinamento para se prepararem adequadamente.
Priorização do desempenho
O IPC informou que muitas delegações enviaram vídeos de seus atletas, que serão exibidos durante a cerimônia de abertura na Arena de Verona, respeitando a decisão de países que optaram por priorizar o desempenho esportivo.
No fim das contas, os atletas estão se preparando há anos para este momento e, se optaram por focar no desempenho, o IPC apoia essa decisão.
Os protestos e boicotes refletem a complexa situação geopolítica envolvendo a Rússia e Belarus, e como isso se reflete no cenário esportivo internacional.
Fonte: https://www.folhape.com.br