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© Reuters/Paulo Whitaker/Direitos Reservados
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O Ministério da Saúde promove neste sábado o Dia D nacional de combate ao mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue, Zika e chikungunya. A iniciativa faz parte da nova campanha de prevenção e controle das arboviroses, intitulada “Não dê chance para dengue, Zika e chikungunya”.

O mutirão mobilizará gestores locais, profissionais de saúde, agentes de endemias, lideranças comunitárias e a população em geral. Ações de conscientização e mutirões de limpeza serão realizados em locais públicos e residências.

Atualmente, mais de 370 mil profissionais atuam diariamente na prevenção das arboviroses em todos os municípios brasileiros. Agentes Comunitários de Saúde (ACS) orientam famílias em visitas domiciliares, distribuem materiais informativos e incentivam a participação da população. Agentes de Combate às Endemias (ACE) realizam inspeções, aplicam larvicidas e coletam dados para planejamento das ações de vigilância.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressalta a importância da ação preventiva, realizada antes do período de maior transmissão da dengue. “Este é o momento de conscientizar e engajar a população e os municípios para identificar os pontos críticos e eliminar os criadouros do mosquito”, afirma Padilha, que também destaca o uso de novas tecnologias, como a Wolbachia, para conter a transmissão do vetor.

Até outubro, o Brasil registrou mais de 1,6 milhão de casos prováveis de dengue, uma queda de 75% em relação a 2024. No mesmo período, foram confirmados cerca de 1,6 mil óbitos, uma redução de 72% em comparação com o ano anterior. São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul são os estados com maior número de casos.

Apesar da redução, o Ministério da Saúde alerta para a necessidade contínua de prevenção. Pesquisas indicam que 30% dos municípios brasileiros estão em estado de alerta para a dengue, com larvas encontradas principalmente em vasos de plantas, pneus, garrafas, caixas d’água e calhas.

Para o biênio 2025/2026, o Ministério da Saúde investirá R$ 183,5 milhões na ampliação do uso de tecnologias de controle vetorial, como a estratificação de risco, o método Wolbachia, as Estações Disseminadoras (EDLs) e os mosquitos estéreis irradiados.

O método Wolbachia, já aplicado em diversos municípios, demonstra resultados positivos na redução de casos de dengue, chikungunya e Zika. A previsão é expandir essa tecnologia para mais cidades até 2026. A maior biofábrica de Wolbachia do mundo, inaugurada em Curitiba, possui capacidade para produzir 100 milhões de ovos por semana.

Pequenas ações, como guardar recipientes de cabeça para baixo, descartar embalagens sem uso e manter caixas d’água limpas e fechadas, são fundamentais para a prevenção. Em caso de febre, dor de cabeça, dores nas articulações, náuseas ou manchas na pele, procure uma Unidade Básica de Saúde imediatamente.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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