Mais uma mudança no comando técnico agita o cenário do Campeonato Brasileiro. Após a eliminação do Fluminense na Sul-Americana, com o empate contra o Lanús na última terça-feira, Renato Gaúcho não é mais o treinador da equipe.
A saída de Renato Gaúcho ocorreu pouco depois da demissão de Roger Machado do Internacional, elevando para 19 o número de trocas de técnicos na atual edição do Brasileirão. A média de 0,79 demissões por rodada representa a maior marca desde que o torneio adotou o formato de pontos corridos com 20 clubes.
O recorde anterior pertencia ao ano de 2010, quando a média atingiu 0,78, totalizando 30 mudanças ao longo das 38 rodadas.
Em termos práticos, a estatística indica que aproximadamente quatro treinadores são demitidos a cada cinco rodadas do Brasileirão.
Com ainda 14 rodadas a serem disputadas pela maioria das equipes, a possibilidade de novas substituições ameaça o recorde de 2010, que contabilizou 30 demissões. Caso a rotatividade se mantenha, a edição atual pode encerrar com 31 mudanças, superando a marca de 15 anos atrás e ultrapassando os números de 2006 e 2008, que registraram 27 trocas de treinador.
Um dado adicional revela uma tendência de diminuição no número de clubes que mantêm o mesmo treinador desde a primeira rodada.
Neste ano, apenas sete equipes seguem com seus técnicos iniciais: Flamengo (Filipe Luís), Cruzeiro (Leonardo Jardim), Palmeiras (Abel Ferreira), Mirassol (Rafael Guanaes), Bahia (Rogério Ceni), Bragantino (Fernando Seabra) e Ceará (Léo Condé). Destes, cinco figuram entre os seis primeiros colocados na tabela.
No outro extremo, alguns clubes já contabilizam duas demissões de técnicos: Sport (Pepa e António Oliveira), Fortaleza (Vojvoda e Renato Paiva), Juventude (Fábio Matias e Cláudio Tencati), Vitória (Thiago Carpini e Fábio Carille), Santos (Pedro Caixinha e Cleber Xavier) e Fluminense (Mano Menezes e Renato Gaúcho). Destes, os quatro primeiros integram a zona de rebaixamento, enquanto o time de Neymar ocupa a 14ª posição.
Fonte: www.folhape.com.br