A Câmara Municipal de Campina Grande exonerou o ex-vereador Cícero Rodrigues da Silva, conhecido como Cícero Buchada, do cargo de assessor parlamentar. A decisão foi tomada após o nome de Cícero Rodrigues aparecer em uma lista do Ministério do Trabalho que reúne empregadores com suspeita de submeter trabalhadores a condições análogas à escravidão.
A exoneração, determinada pela Mesa Diretora, ocorreu no dia 30 de setembro, mas a informação foi divulgada nesta quarta-feira, 8 de outubro de 2025.
O presidente da Câmara, vereador Saulo Germano, confirmou o desligamento, justificando-o pela natureza de confiança do cargo e pela necessidade de preservar a imagem da instituição, apesar da presunção de inocência do ex-assessor.
De acordo com o Ministério do Trabalho, Cícero Buchada seria responsável por uma pedreira localizada no Sítio Gravatinho, na zona rural de Campina Grande. No local, cinco pessoas foram encontradas em situação de trabalho degradante. Ele integra uma lista divulgada pelo Governo Federal com 19 empregadores da Paraíba autuados por infrações trabalhistas registradas entre 2020 e 2025.
Cícero Buchada foi eleito vereador em 2012 e ocupava um cargo comissionado de assessor parlamentar, com salário mensal de aproximadamente R$ 3,6 mil.
Em nota, a Câmara Municipal de Campina Grande declarou que a exoneração visa “respeitar a legalidade, a moralidade e a dignidade da pessoa humana”. A instituição busca preservar sua imagem e permitir que o ex-assessor apresente sua defesa sem vincular o caso à Casa de Félix Araújo. A nota enfatiza que a Câmara se rege pela plena legalidade e moralidade, buscando promover o respeito aos direitos dos cidadãos, trabalhadores e à dignidade humana.
Fonte: jornaldaparaiba.com.br