No dia em que Campina Grande, a “Rainha da Borborema”, celebra 161 anos, seus monumentos e ruas se revelam como testemunhas silenciosas de uma história rica e multifacetada. Marcos e esculturas espalhados pela cidade narram capítulos importantes e homenageiam figuras que moldaram sua identidade.
Um estudo recente destacou nove monumentos principais, explorando suas histórias, representações e o contexto em que foram erguidos. A pesquisa investigou também o porquê do possível esquecimento de alguns desses marcos.
Um dos exemplos é a estátua de Juscelino Kubitschek, na Praça da Bandeira, erguida há cerca de 70 anos para celebrar a chegada das águas do Açude de Boqueirão à cidade. Na Praça Clementino Procópio, um monumento da década de 60 homenageia o ex-governador Argemiro de Figueiredo. Interessantemente, o espaço é hoje frequentado por um grupo social que ele criticava.
O centro histórico abriga o monumento a João Rique, em frente ao edifício de mesmo nome, o primeiro da cidade a ter elevador. Campina Grande também se destaca por ter sido a primeira cidade da Paraíba a homenagear João Pessoa com uma estátua.
Ao redor do Açude Velho, cinco monumentos se destacam como cartões-postais: “Os Pioneiros da Borborema”, “A Farra da Bodega” (exaltando Jackson do Pandeiro e Luiz Gonzaga), e o Monumento do Sesquicentenário. A estátua de João Carga D’água, líder da Revolta de Quebra-Quilos, também marca presença, apesar de apresentar sinais de vandalismo. Outro monumento é dedicado a Vergniaud Wanderley, prefeito responsável por transformações urbanísticas importantes.
Fonte: jornaldaparaiba.com.br