Três indivíduos foram formalmente acusados pelo Ministério Público Federal (MPF) nesta segunda-feira, sob a alegação de integrarem uma organização criminosa responsável pela distribuição de cédulas falsas no comércio de Campina Grande, Paraíba.
Segundo a denúncia do MPF, o grupo operava através de um esquema bem estruturado, caracterizado pela divisão de tarefas, planejamento logístico detalhado, uso de disfarces e movimentações financeiras específicas para a prática de “derramamento de notas”.
A estratégia consistia em efetuar compras de pequeno valor em estabelecimentos comerciais, utilizando as notas falsificadas para obter troco em dinheiro autêntico. Perícias realizadas nas cédulas apreendidas atestaram a falsidade e a alta qualidade do material, considerado capaz de enganar o público em geral.
As investigações revelaram que o grupo planejava suas ações com antecedência, discutindo rotas, cidades e os estabelecimentos comerciais mais vulneráveis. A comunicação era mantida por meio de mensagens e áudios trocados em aplicativos, incluindo um grupo de WhatsApp criado pouco antes da prática dos delitos. As conversas interceptadas indicaram planos de expansão para outras cidades, como João Pessoa, Caicó e Natal, com o objetivo de ampliar a área de atuação do esquema.
Para evitar o reconhecimento por câmeras de segurança, os acusados utilizavam disfarces, como óculos, chapéus e diferentes vestimentas. Imagens capturadas em um shopping de Campina Grande, onde parte das notas foi utilizada, confirmaram a chegada conjunta dos denunciados em um veículo, supostamente utilizado em outras ações semelhantes. As investigações também apontaram movimentações financeiras suspeitas em uma casa lotérica e transferências via PIX entre os membros do grupo.
Se condenados, os acusados podem enfrentar acusações de associação criminosa e introdução de moeda falsa, com penas que podem totalizar até 15 anos de reclusão.
Fonte: portalcorreio.com.br