O Conselho Federal de Medicina (CFM) manifestou preocupação diante dos recentes casos de intoxicação por metanol registrados em São Paulo, que resultaram em pelo menos três óbitos. A entidade cobra o reforço urgente da fiscalização para combater a falsificação de bebidas alcoólicas, prática que expõe a população a graves riscos.
O presidente do CFM, José Hiram Gallo, enfatizou que produtos adulterados como estes representam sérias ameaças à saúde, podendo causar sequelas e até a morte.
Diante desse cenário, o CFM orienta a população a adquirir bebidas alcoólicas apenas em estabelecimentos de confiança, evitando produtos com lacres violados ou rótulos que apresentem erros de impressão ou informações incompletas, como a ausência de CNPJ, número de lote e data de validade.
O alerta se estende aos sintomas de intoxicação por metanol, que incluem dor de cabeça intensa, náuseas, confusão mental, visão turva repentina ou cegueira. Estes sinais podem surgir entre seis e 24 horas após a ingestão da substância.
“Em caso de identificação desse quadro, deve-se buscar imediatamente os serviços de emergência médica”, reforça Gallo.
A intoxicação por metanol é considerada uma emergência médica grave. Após a ingestão, a substância é metabolizada no organismo, produzindo componentes tóxicos que podem ser fatais. Os principais sintomas incluem visão turva ou perda de visão, podendo levar à cegueira, além de mal-estar generalizado, como náuseas, vômitos, dores abdominais e sudorese.
Em caso de suspeita de intoxicação, é crucial procurar atendimento médico de emergência imediatamente e contatar um dos seguintes serviços: Disque-Intoxicação da Anvisa (0800 722 6001) ou o Centro de Controle de Intoxicações de São Paulo (CCI): (11) 5012-5311 ou 0800-771-3733 (acessível de todo o país).
É fundamental identificar e alertar outras pessoas que possam ter consumido a mesma bebida, orientando-as a procurar assistência médica para avaliação e tratamento adequados. A demora no diagnóstico e tratamento da intoxicação aumenta significativamente o risco de um desfecho fatal.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br