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© Rafa Neddermeyer/COP30 Brasil Amazônia/PR
© Rafa Neddermeyer/COP30 Brasil Amazônia/PR

A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) encerrou com a Presidência brasileira destacando progressos na agenda de adaptação, novas ferramentas internacionais para a implementação climática e os primeiros passos para o debate sobre a superação da dependência de combustíveis fósseis.

Em coletiva de imprensa, o embaixador André Corrêa do Lago, a secretária-executiva do Ministério do Meio Ambiente, Ana Toni, a negociadora-chefe Liliam Chagas e a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, detalharam os resultados da conferência.

O embaixador Corrêa do Lago mencionou que a COP30 começou sob forte pressão negociadora e com maior autonomia concedida aos codiretores. Ele lembrou que o pacote de adaptação, um dos mais complexos, foi reduzido de mais de 100 indicadores para 59. As discussões sobre as métricas continuarão em junho, na Conferência Climática em Bonn, Alemanha.

Sobre a questão energética, Corrêa do Lago indicou que existem diferentes abordagens para se alcançar o objetivo de eliminar os combustíveis fósseis, um tema delicado desde a conferência de Dubai. Ele destacou que, apesar da falta de consenso, a Presidência brasileira continuará a promover o debate, reunindo pesquisas e ações que possam orientar os países na transição para longe dos combustíveis fósseis.

A secretária-executiva Ana Toni enfatizou que a COP30 alcançou “consensos em um tema tão difícil” e avançou para uma agenda de implementação concreta, preservando o compromisso com o Acordo de Paris. Ela ressaltou a apresentação de 120 planos de aceleração em combustíveis comerciais, carbono e indústria verde, além da aprovação de 29 documentos.

Para Toni, um dos principais legados foi a elevação da adaptação a um novo patamar, com o esforço para triplicar o financiamento internacional até 2035. Ela também destacou a inclusão inédita de mulheres e meninas afrodescendentes na agenda climática e o fortalecimento da agenda oceânica.

A negociadora-chefe Lilian Chagas acredita que os países vulneráveis conseguiram unir forças. Segundo ela, o conjunto de indicadores aprovado servirá de bússola para medir o progresso e orientar as políticas. Ela anunciou o fortalecimento do Acelerador Global de Ação Climática, um espaço permanente para impulsionar medidas concretas fora da trilha formal de negociação, e a criação de um fórum internacional para tratar do vínculo entre comércio e clima.

A ministra Marina Silva enfatizou que o posicionamento público do presidente Lula fortaleceu a agenda de mitigação e permitiu integrá-la à adaptação. Ela considera crucial criar condições para que países pobres, em desenvolvimento ou dependentes do petróleo construam suas bases para superar a dependência dos combustíveis fósseis.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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