A recente remoção de coqueiros e outras árvores na Praia de Camboinha, em Cabedelo, é parte de um plano de recuperação ecológica, segundo o Ministério Público Federal (MPF). A ação visa restaurar a vegetação nativa da restinga, conforme um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre o MPF, a Prefeitura de Cabedelo, uma empresa privada e a Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema).
A intervenção ocorre após decisão judicial que suspendeu as obras de urbanização nas quadras 4 e 5 da praia, devido à ausência de aprovação da União. No entanto, o MPF esclarece que a retirada das árvores exóticas, como coqueiros, tem como objetivo favorecer o crescimento de espécies nativas, como gramíneas, arbustos e plantas rasteiras, essenciais para a proteção natural da orla contra a erosão e eventos climáticos severos.
O MPF ressalta que os coqueiros foram introduzidos artificialmente ao longo dos anos, muitas vezes para fins ornamentais ou para delimitar propriedades privadas de forma irregular. A ação também visa devolver o uso público à orla, que, segundo o MPF, estava sendo privatizada com construções irregulares sobre a faixa de preservação permanente.
A Prefeitura de Cabedelo será responsável pelo replantio de mudas nativas em áreas equivalentes às afetadas pelas obras. O MPF destaca que a iniciativa segue um modelo já implementado na orla de Ponta de Campina, também em Cabedelo, onde a intervenção urbanística resultou na recuperação da vegetação nativa, melhoria da infraestrutura pública e implantação de áreas de convivência.
O MPF informa que todas as etapas da obra estão sendo acompanhadas pelos órgãos ambientais competentes, como a Sudema, para garantir o cumprimento da legislação e a efetiva recuperação da área. O órgão garante que seguirá monitorando a execução do projeto e a recomposição da vegetação nativa, com foco na transparência e na preservação do patrimônio natural da orla paraibana.
Fonte: jornaldaparaiba.com.br