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© Paulo Pinto/Agência Brasil
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A estimativa de cura para pacientes diagnosticados com câncer de próstata pode atingir até 98%, conforme avaliação de um especialista em robótica da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). O resultado, segundo ele, está intrinsecamente ligado ao estágio da doença, ao tipo específico de câncer e ao momento em que o tratamento é iniciado. A probabilidade de cura é consideravelmente maior quando a doença é detectada e tratada em seus estágios iniciais.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que, neste ano, o Brasil registrará 71.730 novos casos de câncer de próstata. A doença representa um significativo impacto na saúde masculina, figurando como o segundo tipo de câncer mais comum em homens, excluindo os tumores de pele não melanoma. Em 2023, dados do Ministério da Saúde apontaram para 17.093 óbitos decorrentes da doença, representando uma média de 47 mortes por dia.

Em alinhamento com a campanha Novembro Azul, que visa conscientizar os homens sobre a importância dos cuidados com a saúde, a SBU promoverá um mutirão de atendimentos em Florianópolis (SC). A iniciativa tem como objetivo alertar sobre o câncer de próstata e oferecer avaliações, encaminhando pacientes com suspeita para biópsias e, em caso de confirmação, para o tratamento mais adequado.

Um dos desafios apontados é a menor frequência com que homens buscam atendimento médico preventivo, em comparação com as mulheres. A recomendação é que homens consultem um urologista anualmente como medida preventiva para um diagnóstico precoce, o que aumenta as chances de cura da doença.

Atualmente, a cirurgia robótica tem se destacado como uma das abordagens mais utilizadas para a remoção de tumores da próstata. Recentemente, o Ministério da Saúde anunciou a incorporação da prostatectomia radical assistida por robô ao Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento de pacientes com câncer de próstata clinicamente avançado. No entanto, especialistas apontam que a efetiva implementação dessa tecnologia no SUS enfrenta desafios, como a disponibilidade limitada de equipamentos e a necessidade de treinamento de equipes médicas. A cirurgia robótica, semelhante à laparoscópica, oferece ao cirurgião uma visão 3D ampliada e um controle mais preciso dos movimentos.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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