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© Foto: Luiz Claudio Ferreira/Agência Brasil
© Foto: Luiz Claudio Ferreira/Agência Brasil

Brasília se despediu de Isaac Moraes, de 16 anos, em meio a forte comoção e pedidos por justiça. O corpo do jovem foi velado e sepultado no Cemitério Campo da Esperança, na região central da capital, com a presença de colegas do Colégio Militar de Brasília, amigos e familiares.

Colegas de Isaac, visivelmente abalados, soltaram balões brancos antes do enterro, em um gesto de homenagem e luto. Tiago, um amigo próximo, expressou o choque e a tristeza compartilhados por todos no colégio.

Isaac foi vítima de um ataque fatal na última sexta-feira, quando tentava recuperar seu celular roubado. O crime ocorreu na Asa Sul, próximo ao Parque Maria Claudia Del´Isola. Testemunhas relatam que o jovem foi abordado por um grupo de adolescentes que alegavam precisar de conexão wi-fi para fazer uma ligação, enquanto ele jogava vôlei com amigos.

Os pais de Isaac, profissionais da área de saúde, estavam inconsoláveis. O irmão, Edson Avelino, falou em nome da família, descrevendo Isaac como um jovem responsável e amado, que aspirava seguir seus passos na área de tecnologia. Edson expressou o desejo de que a justiça seja feita, mesmo que os autores do crime sejam adolescentes, defendendo que devem ser responsabilizados por seus atos.

Moradores da região manifestaram medo e tristeza. Um vizinho da família, Ricardo Montalvão, relatou que seu próprio filho também foi vítima de furto de celular recentemente e reclamou da demora no atendimento ao jovem após o ataque.

Lucas, outro colega de escola, lembrou de Isaac como um amigo divertido e talentoso no vôlei, ainda incrédulo com o ocorrido.

Segundo o delegado Rodrigo Larizzatti, da Delegacia de Atendimento à Criança e ao Adolescente (DCA), sete adolescentes foram interrogados e três foram apreendidos sob suspeita de envolvimento no crime. O delegado confirmou que os adolescentes utilizaram o pretexto de precisar de internet para abordar Isaac. Ainda segundo o delegado, os suspeitos não demonstraram remorso durante o interrogatório, com exceção de um deles, que perguntou sobre o estado de saúde da vítima.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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