Um aumento alarmante nos casos de febre oropouche foi registrado na Paraíba. Dados do boletim epidemiológico de arboviroses, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) em outubro de 2025, revelam um salto de 8 casos em todo o ano de 2024 para 652 casos até o presente momento. Apesar do expressivo aumento, nenhuma morte foi confirmada em decorrência da doença.
O município de Bananeiras, localizado no Brejo paraibano, concentra a maior parte dos registros, com 434 casos, representando 66,56% do total no estado. Outras cidades da mesma região também apresentaram notificações da febre oropouche.
Entre os infectados, 17 gestantes testaram positivo para a doença, mas já se recuperaram. A análise dos casos confirmados aponta que 53,4% são do sexo feminino, com a faixa etária predominante entre 20 e 29 anos. Alagoa Nova, Matinhas e Campina Grande também figuram entre as localidades com maior incidência da febre no estado.
A febre oropouche é transmitida por mosquitos do gênero Culicoides, sendo o maruim o mais conhecido. Os sintomas, similares aos da dengue, incluem forte dor de cabeça, dores musculares, náuseas e diarreia. Eles surgem de 3 a 8 dias após a picada e persistem por 2 a 7 dias. O vírus permanece no sangue do paciente por um período de 2 a 5 dias após o início dos sintomas.
Não existe tratamento específico para a febre oropouche. O tratamento disponível foca no alívio dos sintomas, com analgésicos para as dores e antitérmicos para o controle da febre. Há casos confirmados de transmissão do vírus da mãe para o feto durante a gravidez, embora a frequência dessa ocorrência ainda não tenha sido estabelecida.
Em relação a outras arboviroses, houve uma redução nos casos prováveis de dengue, chikungunya e zika na Paraíba, quando comparados os períodos de janeiro a outubro de 2024 e 2025. Os casos de dengue apresentaram uma redução de 49,93%, enquanto os de chikungunya diminuíram 64,35% e os de zika, 79,52%. Foram registrados dois óbitos por chikungunya até outubro, e nenhum por zika.
A chefe do Núcleo de Doenças e Agravos Transmissíveis reforçou a importância de manter as precauções contra os mosquitos transmissores, visando a uma queda ainda maior nos números das arboviroses.
Entretanto, o boletim epidemiológico também apontou um aumento no número de mortes por dengue na Paraíba. Foram registrados seis óbitos, distribuídos entre João Pessoa, São Domingos do Cariri e Solânea.
Fonte: jornaldaparaiba.com.br