O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, defendeu o fim da escala 6 por 1. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro.
O ministro argumenta que a pressão popular, através de manifestações e acompanhamento do posicionamento dos parlamentares, é crucial para alterar a atual situação. Ele cita o caso da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Blindagem, cujo arquivamento teria sido resultado da mobilização da população. Marinho sugere que os eleitores avaliem o posicionamento dos parlamentares sobre o tema para decidir quem merece renovação de mandato nas próximas eleições.
Para Marinho, a escala 6 por 1 é “a mais cruel que existe”, especialmente para as mulheres, por conceder apenas um dia de descanso semanal ao trabalhador. Ele enfatizou que diversos países já implementaram jornadas menores, como França, Alemanha, Dinamarca, Bélgica, Holanda e Islândia.
O ministro expressou o desejo de que mobilizações e manifestações como as observadas contra a anistia e a blindagem de parlamentares se mantenham ativas.
Ele acredita que o Congresso Nacional tende a priorizar outros temas, não necessariamente favoráveis aos trabalhadores, e que a pressão popular é essencial para que a pauta avance. Segundo o ministro, o governo apoiará os trabalhadores na luta pelo fim da jornada 6 por 1, mas ressalta a importância da participação popular para que o Congresso Nacional priorize a questão.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br