O governo de São Paulo intensificou a fiscalização e apreendeu mais de 7 mil garrafas de bebidas desde a última segunda-feira, abrangendo tanto a capital quanto o interior do estado. A ação se intensificou em meio à investigação de casos de intoxicação por metanol.
As autoridades confirmaram 14 casos de intoxicação por metanol, resultando em duas mortes. Adicionalmente, outros 148 casos estão sob investigação, incluindo sete óbitos suspeitos.
A fiscalização se concentrou em bares, adegas e festas universitárias. Um dos estabelecimentos fiscalizados foi o bar frequentado por um homem de 46 anos, identificado como Marcos Antônio Jorge Júnior, que veio a falecer e foi sepultado na zona leste da capital.
No decorrer do ano, cerca de 50 mil garrafas foram recolhidas em todo o estado. Desde o início de 2025, 41 pessoas foram detidas por adulteração de bebidas, sendo que 19 prisões ocorreram na última semana.
A intoxicação por metanol é considerada uma emergência médica. A substância, ao ser ingerida, é metabolizada no organismo, transformando-se em compostos tóxicos que podem ser fatais. Os sintomas incluem visão turva ou perda de visão, além de mal-estar generalizado, como náuseas, vômitos, dores abdominais e sudorese.
Em caso de suspeita de intoxicação, as autoridades de saúde recomendam procurar atendimento médico de emergência imediatamente e contatar os canais de atendimento especializados, como o Disque-Intoxicação da Anvisa (0800 722 6001) ou o Centro de Controle de Intoxicações de São Paulo (CCI), através dos telefones (11) 5012-5311 ou 0800-771-3733. É crucial identificar e orientar outras pessoas que possam ter consumido a mesma bebida a procurar avaliação médica o mais rápido possível. A demora no diagnóstico e tratamento pode aumentar o risco de complicações graves, incluindo o óbito.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br