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© Antônio Cruz/ Agência Brasil
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Governadores de estados da oposição ao governo federal solicitaram ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, um adiamento de pelo menos um mês na votação do Projeto de Lei Antifacção. O pedido foi feito em uma reunião presencial na quarta-feira, envolvendo os governadores do Rio de Janeiro, Santa Catarina, Goiás, e a vice-governadora do Distrito Federal.

Segundo os governadores, o presidente da Câmara se mostrou receptivo à proposta de adiar a votação e se comprometeu a levá-la aos líderes das bancadas. O objetivo do pedido é ampliar o debate sobre o projeto, que nasceu no governo federal e está sob a relatoria de um deputado licenciado de São Paulo.

Os governadores defendem que o prazo adicional é essencial para que possam ser ouvidas as opiniões de governadores, secretários de segurança, operadores de segurança pública e senadores, buscando agilizar a futura tramitação do projeto no Senado.

Um dos governadores ressaltou que a reunião com Hugo Motta não se concentrou no mérito do texto, mas sim na necessidade de um período maior para discussões, estimado em pelo menos 30 dias antes da votação. Acredita-se que esse tempo adicional permitirá a inclusão de contribuições de diversos setores, visando aprimorar a legislação.

Os governadores estimam que a votação do projeto poderia ocorrer entre os dias 10 e 15 de dezembro, evitando conflitos com as votações orçamentárias e o período eleitoral do próximo ano.

O projeto tem gerado divergências, como a cogitação de que operações da Polícia Federal necessitassem de autorização dos governadores estaduais, o que foi posteriormente descartado. Outra preocupação era a equiparação de facções a terrorismo, possibilidade também afastada.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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