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© Governo do RJ/Divulgação
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Sete governadores formalizaram, nesta quinta-feira, a criação do “Consórcio da Paz”, uma iniciativa que visa aprimorar a troca de informações de inteligência, fornecer suporte financeiro e aumentar o contingente policial no combate ao crime organizado. A ação surge em resposta à recente operação no Rio de Janeiro, que resultou em 121 mortes nos complexos do Alemão e da Penha.

O encontro para oficializar o consórcio ocorreu no Palácio Guanabara, sede do governo fluminense, e contou com a presença dos governadores do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Goiás, além da vice-governadora do Distrito Federal. O governador de São Paulo participou remotamente.

O Rio de Janeiro será a sede inicial do consórcio e coordenará o processo de formalização do grupo. O governador do Rio de Janeiro ressaltou que o objetivo é compartilhar estratégias eficazes de combate ao crime. A iniciativa busca incluir todos os estados da federação, com o intuito de promover a troca de experiências, recursos humanos e a aquisição conjunta de equipamentos.

Apesar das críticas de especialistas e organizações da sociedade civil em relação à recente operação policial, os governadores presentes elogiaram os resultados da ação. A operação, que teve como alvo a captura de um líder de facção criminosa, resultou em diversas apreensões e interdições de vias.

Durante o encontro, os governadores manifestaram críticas à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, argumentando que o objetivo do governo federal é centralizar as diretrizes da segurança pública, retirando a autonomia dos estados. A PEC estabelece que a União seja responsável por elaborar a política nacional de segurança pública.

Paralelamente, o ministro da Justiça e da Segurança Pública e o governador do Rio de Janeiro anunciaram a criação de um escritório emergencial para enfrentar o crime organizado no estado, visando melhorar a integração entre as esferas federal e estadual. O governo federal também planeja aumentar o efetivo da Polícia Rodoviária Federal e de agentes de inteligência no Rio, além do envio de peritos. A pedido do governador, o governo federal já autorizou a transferência de dez presos para presídios federais.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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