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© Joédson Alves/Agência Brasil
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Pesquisadoras da Universidade de Macau conduziram um estudo que revela os efeitos negativos dos vídeos curtos, comuns nas redes sociais, sobre o desenvolvimento cognitivo de crianças. Estes vídeos, frequentemente consumidos em rolagem contínua em celulares, podem contribuir para a ansiedade social, insegurança e falta de concentração.

Impactos no desenvolvimento cognitivo

Wang Wei, acadêmica da área de Psicologia Educacional da Universidade de Macau, destaca que o consumo excessivo desses vídeos está diretamente ligado à redução do envolvimento escolar. A pesquisa aponta que quanto mais os estudantes assistem a vídeos curtos, menos se dedicam aos estudos, o que pode comprometer o aprendizado e o desenvolvimento intelectual.

Satisfação de necessidades psicológicas

Os vídeos curtos, por meio de algoritmos personalizados e funcionalidades interativas, satisfazem de forma sutil as necessidades psicológicas das crianças. No entanto, essa satisfação é superficial e leva a um uso excessivo, alimentando a dependência digital. Esses vídeos são projetados para serem envolventes e de ritmo acelerado, capturando a atenção das crianças e tornando-se uma forma de entretenimento altamente viciante.

Superestimulação e dependência

Anise Wu Man Sze, professora de Psicologia, acrescenta que a superestimulação provocada pelos vídeos curtos pode prejudicar ainda mais o desenvolvimento cognitivo. A facilidade de acesso e a gratuidade contribuem para o consumo compulsivo, que muitas vezes substitui atividades importantes como o convívio familiar e o sono adequado.

Fatores desencadeantes

Além das características das plataformas de vídeo, outros fatores como estresse diário, ambiente e predisposição genética também podem desencadear comportamentos de dependência. A fuga de situações desagradáveis ou estressantes é um dos motivos principais para o uso compulsivo desses vídeos.

Intervenções e conscientização

Wang Wei enfatiza a importância de atender às necessidades emocionais das crianças e desenvolver suas habilidades de autorregulação digital. Em vez de simplesmente proibir o uso de aparelhos, é crucial ensinar as crianças a usar a tecnologia de forma equilibrada e consciente.

O relatório sobre o desenvolvimento dos serviços audiovisuais na China revela que, até dezembro de 2024, cerca de 1,1 bilhão de pessoas terão acesso a vídeos curtos, sendo a maioria usuária ativa. A indústria desses vídeos, juntamente com transmissões ao vivo, vem crescendo significativamente, impulsionando o mercado audiovisual e remodelando o ecossistema de conteúdos com o uso de inteligência artificial.

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Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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