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© Divulgação/Sociedade Brasileira de Mastologia
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O Instituto Nacional de Câncer (Inca) divulgou um relatório abrangente sobre o controle do câncer de mama no Brasil, revelando dados preocupantes e estratégias para o enfrentamento da doença. A publicação, lançada no contexto do Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização sobre o câncer de mama, visa fornecer informações cruciais sobre incidência, mortalidade, fatores de risco, prevenção, acesso a exames e tratamento. O objetivo é auxiliar profissionais de saúde e gestores em todo o país.

De acordo com o Inca, o câncer de mama continua sendo a principal causa de morte por câncer entre as mulheres brasileiras. As estimativas apontam para 73.610 novos casos da doença este ano. Em 2023, foram registradas mais de 20 mil mortes em decorrência do câncer de mama no Brasil. Uma análise dos dados entre 2020 e 2023 revela uma diminuição na mortalidade entre mulheres de 40 a 49 anos.

O relatório aponta que a região Sudeste concentra a maior incidência da doença, enquanto Santa Catarina, na região Sul, apresenta a maior taxa entre as unidades federativas. Em relação à mortalidade, as regiões Sul, Sudeste e Nordeste apresentam os maiores índices, com Roraima, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul liderando as taxas de mortalidade.

A chefe da Divisão de Detecção Precoce e Organização de Rede do Inca, Renata Maciel, destaca que houve uma melhora no tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento nos últimos três anos, com a Região Sul apresentando o maior percentual de casos tratados dentro de 60 dias.

Maciel ressalta a necessidade de ampliar a cobertura do rastreamento, que ainda é considerada baixa no país. O objetivo é aumentar a cobertura para 70%, uma vez que atualmente alguns estados do Norte apresentam taxas de rastreamento em torno de 5,3%, enquanto o Espírito Santo alcança 33%.

O diretor do Departamento de Atenção ao Câncer do Ministério da Saúde, José Barreto, destaca que o rastreamento e o diagnóstico precoce são pilares do programa federal Agora Tem Especialista, com o objetivo de reduzir o tempo de espera para o tratamento. Novos medicamentos foram incorporados ao sistema de saúde.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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