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© Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Em Brasília, o ministro da Justiça e da Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, defendeu a integração de dados de segurança entre os países do Mercosul, durante o anúncio de um acordo de cooperação com ministros da área. O objetivo principal é fortalecer a luta contra o tráfico de pessoas no bloco.

Lewandowski destacou que o projeto de Lei Antifacção, atualmente em discussão na Câmara dos Deputados, prevê a criação do Banco Nacional de Informações sobre o Crime Organizado. O ministro expressou confiança de que essa iniciativa evoluirá para um banco regional de dados sobre criminosos, especialmente membros de organizações criminosas.

O ministro do Interior do Paraguai, Enrique Escudero, reforçou a importância da integração para combater o crime organizado, afirmando que os acordos com os países do Mercosul devem ser ampliados. Segundo ele, essa é a melhor forma de enfrentar as facções criminosas, exigindo criatividade e agilidade para superar a luta assimétrica.

O acordo de cooperação no combate ao tráfico de pessoas foi apontado por Lewandowski como um avanço crucial contra esse flagelo que atinge os países do bloco, protegendo pessoas indefesas. Uma comissão e uma estratégia do Mercosul contra o crime organizado transnacional também foram criadas, visando uma integração ainda maior entre os Estados-membros a curto, médio e longo prazo.

Adicionalmente, foi assinada uma declaração conjunta para a segurança do corredor viário bioceânico, que ligará o Atlântico ao Pacífico por via terrestre e hidroviária, além de uma declaração de vigilância de crimes ambientais.

A Secretária de Seguridade Nacional da Argentina, Alejandra Montioliva, enfatizou que nenhum país pode combater o crime organizado de forma isolada, destacando a necessidade de cooperação e integração com viabilidade técnica e política. Lewandowski complementou que os acordos de cooperação serão materializados em ações e programas concretos.

As autoridades do bloco reconhecem que o crime organizado evoluiu e adotou práticas como a ciberdelinquência, que agora está incorporada aos acordos de segurança do Mercosul. O tráfico de drogas foi apontado como um problema de segurança pública e saúde pública que destrói vidas em todo o continente.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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