Todas as atenções estão voltadas para a estrela em ascensão do tênis brasileiro, João Fonseca, que buscará dar a volta por cima no Rio Open, que começa na segunda-feira (16), após um início de ano para ser esquecido. Atualmente na 33ª posição do ranking mundial da ATP, o jovem de 19 anos jogará diante da torcida brasileira, que sonha em vê-lo seguir os passos do inesquecível Gustavo Kuerten, o único brasileiro a alcançar o posto de número 1 do mundo. Sua temporada, no entanto, começou muito abaixo das expectativas.
Desafios Recentes
Na última quarta-feira (11), João Fonseca perdeu para o chileno Alejandro Tabilo (71º do ranking), por 6-3, 3-6 e 7-5, em sua partida de estreia no Aberto de Buenos Aires, torneio da categoria 250 que ele venceu em 2025. "Fico um pouco chateado comigo mesmo e triste", lamentou em entrevista coletiva. "É uma derrota muito dura para mim". Ele afirmou, no entanto, que está mantendo a "cabeça erguida" para o torneio em sua cidade natal, o Rio de Janeiro, a última parada do circuito sul-americano de tênis em quadras de saibro, onde jogará nas categorias de simples e duplas com seu compatriota Marcelo Melo.
Problemas Físicos e Oportunidades
Problemas nas costas o obrigaram a desistir dos torneios de Brisbane e Adelaide para se concentrar no primeiro Grand Slam do ano, o Aberto da Austrália, onde acabou sendo eliminado na primeira rodada pelo americano Eliot Spizzirri (68º) com parciais de 6-4, 2-6, 6-1 e 6-2. A desistência de dois dos maiores nomes confirmados no ATP 500 do Rio, o italiano Lorenzo Musetti (lesionado) e o francês Gael Monfils (doente), abre caminho para a conquista do título. Musetti era o único jogador do Top 10 no torneio.
Ascensão e Expectativas
O ano passado foi magnífico para Fonseca. Ele saltou da 145ª para a 24ª posição no ranking mundial. Apenas dois brasileiros alcançaram uma posição superior à dele: Kuerten (1º em 2000) e Thomaz Bellucci (21º em 2010). Thomas Koch também atingiu o mesmo patamar (24º em 1974). O interesse em Fonseca e também em sua compatriota Bia Haddad é percebido diretamente nas vendas de pacotes para eventos esportivos, conforme destaca Joaquim Lo Prete, gerente no Brasil da agência Absolut Sport. A procura cresceu de forma consistente, não apenas para o Rio Open, mas também para torneios internacionais como Wimbledon e US Open.
A Influência das Redes Sociais
E Fonseca atrai um público mais jovem. São "jovens que não se interessavam por tênis", numa "tendência que observamos em outras atividades, como na música e cinema, quando brasileiros concorrem a prêmios internacionais", disse à AFP Thiago Freitas, diretor de operações no Brasil da divisão de esportes da agência de talentos Roc Nation. No entanto, ainda falta um passo fundamental: uma grande vitória como a de Guga Kuerten em Roland Garros. "Hoje se fala e se escreve mais sobre ele do que se falava e se escrevia sobre Guga, dado o dinamismo das redes sociais. Mas a consolidação, no Brasil, só chega com o lugar mais alto do pódio", aponta Freitas.
Construindo Sua Própria História
Embora se sinta desconfortável com isso, Fonseca sabe que as comparações com figuras do passado são inevitáveis. "Dizem: 'João vai ser o próximo Guga, o próximo Carlos Alcaraz, o próximo Jannik Sinner. Estou fazendo a minha própria história (…). Tudo a seu tempo", afirmou o tenista carioca. "Não gosto de comparações, mas elas vão acontecer e é preciso saber lidar com isso", concluiu.
O desempenho de João Fonseca no Rio Open 2026 pode representar um marco importante em sua carreira e na história do tênis brasileiro. Fique atento às atualizações sobre o torneio e acompanhe outras matérias relacionadas no Avexado News para saber mais sobre as trajetórias dos atletas brasileiros e os eventos esportivos mais emocionantes.
Fonte: https://www.folhape.com.br