PUBLICIDADE

Felipe Massa  - Foto: Andrej Isakovic/AFP
Felipe Massa  - Foto: Andrej Isakovic/AFP

A Suprema Corte do Reino Unido iniciou, nesta terça-feira, as audiências do processo movido por Felipe Massa contra a Fórmula 1, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e Bernie Ecclestone, ex-dirigente da categoria, referente ao campeonato de 2008.

O piloto brasileiro, que atualmente compete na Stock Car, busca o reconhecimento como campeão daquela temporada e uma indenização de US$ 82 milhões (aproximadamente R$ 440 milhões). O valor é referente à perda de prêmios em dinheiro e possíveis bônus que teria recebido caso tivesse conquistado o título.

As audiências preliminares estão agendadas para se estenderem até 31 de outubro. O primeiro dia foi dedicado à leitura dos autos pelo juiz. A programação prevê para quarta-feira a audição dos réus, seguida pela apresentação da acusação pelos advogados de Massa, que acompanha o julgamento de perto.

O objetivo dessas sessões iniciais é determinar se o processo seguirá para a fase de coleta de provas e julgamento, ou se será arquivado.

O processo de Massa, formalizado em 2024, tem como base o escândalo conhecido como “Singapuragate” ou “Crashgate”. O incidente ocorreu no GP de Singapura de 2008, quando a equipe Renault ordenou que Nelsinho Piquet provocasse um acidente propositalmente para beneficiar Fernando Alonso, que venceu a corrida.

Na época, Massa liderava a corrida quando o acidente ocorreu, mas enfrentou um problema durante o pit stop – a mangueira de combustível ficou presa em seu carro – e terminou em 13º lugar. O piloto perdeu o título da temporada para Lewis Hamilton por apenas um ponto. A anulação do GP de Singapura daria o título a Felipe Massa.

O escândalo veio à tona apenas no ano seguinte. Flavio Briatore, chefe da Renault, e Pat Symonds, diretor de engenharia, foram banidos da F1, mas conseguiram reverter a decisão na justiça francesa. Nelsinho Piquet foi demitido da equipe ao final de 2008 e nunca mais correu na categoria.

A decisão de Massa de levar o caso à justiça foi motivada por uma entrevista de Ecclestone, concedida em 2023 a um alemão. Na ocasião, o ex-chefão da F1 revelou que já tinha conhecimento do escândalo em 2008, mas optou por não divulgar a informação para evitar danos à categoria e à FIA, admitindo que considerava o brasileiro o legítimo campeão mundial.

Fonte: www.folhape.com.br

Destaques Alagoas em Dia

Relacionadas

Menu