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© Ricardo Stuckert/PR
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou veementemente a continuidade do conflito em Gaza e a persistente inércia global em relação à criação de um Estado palestino. A declaração foi feita durante a cerimônia de outorga do título de doutor “Honoris Causa” em Filosofia e Desenvolvimento Internacional do Sul Global, concedido pela Universidade Nacional da Malásia, localizada em Putrajaya, capital administrativa da Malásia, neste sábado (25).

Em seu discurso, o presidente ressaltou a importância das vozes universitárias que se levantam ao redor do mundo contra o que classificou como “a brutalidade do genocídio em Gaza” e contra a “inércia moral” que impede a concretização do Estado Palestino. Ele destacou que, frequentemente, são os jovens que lembram a todos que a paz é o valor mais precioso da humanidade.

O presidente defendeu o multilateralismo e a necessidade de reformas nos organismos internacionais, enfatizando o papel crucial do Sul Global na busca por justiça e na superação das desigualdades no cenário internacional. Ele criticou a falta de representatividade no Conselho de Segurança das Nações Unidas, afirmando que, sem uma maior inclusão, o órgão permanecerá inoperante e incapaz de enfrentar os desafios contemporâneos.

No âmbito econômico, Lula considerou inaceitável a disparidade no poder de voto dentro do Fundo Monetário Internacional (FMI), onde os países ricos detêm uma influência nove vezes maior do que o conjunto das nações do Sul Global, composto por países da América Latina, Ásia e África, marcados por um passado de colonialismo e por desigualdades socioeconômicas.

Lula também apontou o protecionismo e a paralisia da Organização Mundial do Comércio (OMC) como fatores que impõem uma situação de assimetria insustentável para o Sul Global. Para ele, é imperativo interromper os mecanismos que, historicamente, sustentam o financiamento do mundo desenvolvido às custas das economias emergentes e em desenvolvimento. Segundo o presidente, a estrutura financeira mundial deve priorizar o direcionamento de recursos para o desenvolvimento sustentável das nações emergentes.

O presidente brasileiro permanecerá na Malásia até a próxima terça-feira (28), com compromissos agendados, incluindo um encontro com empresários da Malásia e da Asean, bloco econômico que reúne países do Sudeste Asiático. Está previsto para este domingo (26) um encontro com o presidente dos Estados Unidos para discutir as tarifas aplicadas aos produtos brasileiros importados pelos norte-americanos.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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