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TV Cabo Branco/Reprodução
TV Cabo Branco/Reprodução

Os nove estados do Nordeste marcam presença na COP 30, conferência da ONU sediada em Belém, Pará, para discutir pautas cruciais ao desenvolvimento regional. Liderança na transição energética, investimento na bioeconomia, agricultura sustentável, segurança hídrica e adaptação climática são os principais temas em debate até 21 de novembro.

O governo da Paraíba busca se posicionar como um laboratório de soluções climáticas para o semiárido, focando em transição energética, recuperação da caatinga e restauração ambiental, segurança hídrica, gestão costeira, educação ambiental para jovens e financiamento climático.

Segundo o vice-governador Lucas Ribeiro, o estado visa demonstrar sua capacidade de transformar desafios do semiárido em oportunidades de desenvolvimento, inclusão social e geração de energia limpa, buscando fortalecer parcerias e contribuir para um Brasil mais verde.

O governador do Piauí e presidente do Consórcio Nordeste, Rafael Fonteles, aponta a governança dos recursos hídricos como prioridade. Ele destaca avanços como tecnologias sociais, cisternas, dessalinização, adutoras e a transposição do rio São Francisco, que permitem a permanência das famílias no semiárido.

Fonteles ressalta a importância de garantir renda para as famílias que contribuem para a bioeconomia e serviços ambientais, visando conciliar o aumento da renda familiar com a proteção dos biomas e o aproveitamento da energia limpa para impulsionar uma indústria nordestina inovadora e sustentável.

Para Hugo Fernandes, professor da Universidade Estadual do Ceará (UECE), o maior desafio na COP 30 é atrair investimentos para o Nordeste, reconhecendo o potencial eólico e solar da região. Ele enfatiza a necessidade de financiamento climático efetivo para que as populações que protegem o meio ambiente melhorem sua qualidade de vida e renda através dos serviços ambientais que prestam.

Uma associação de mulheres agricultoras de Picuí, Paraíba, participa da COP 30, expondo doces, geleias e bolos artesanais feitos com frutas da região. A iniciativa, que envolve mais de 25 mulheres, visa fomentar o empreendedorismo feminino. A produção paraibana será exibida no painel do estado do Pará, e as mulheres participarão das mesas de negociação, levando o projeto de desenvolvimento do empreendedorismo rural feminino para o debate climático global.

Fonte: jornaldaparaiba.com.br

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