O principal alvo da Operação Asfixia, Flávio de Lima Monteiro, conhecido como “Fatoka”, encontra-se foragido após violar as condições de uso da tornozeleira eletrônica. A Polícia Civil confirmou a informação durante coletiva sobre a operação deflagrada para desmantelar o poder financeiro do Comando Vermelho na Paraíba.
Mesmo foragido e escondido em uma comunidade dominada pela facção no Rio de Janeiro, Fatoka, segundo investigações, continua emitindo ordens para a prática de crimes na Paraíba, especialmente em Cabedelo, onde a célula da facção atua de forma mais intensa.
O histórico criminal de Fatoka inclui uma prisão em 2012 durante a Operação Esqueleto. Em 2018, ele protagonizou uma fuga em massa do Presídio de Segurança Máxima da Paraíba, o PB1, que resultou na evasão de 92 detentos. A recaptura ocorreu em Japaratinga, Alagoas, em novembro do mesmo ano.
Após ser preso em Alagoas, Fatoka progrediu para o regime semiaberto, com a condição de usar tornozeleira eletrônica. No entanto, ele violou o dispositivo e fugiu, tornando-se novamente alvo das autoridades.
As investigações indicam que o líder do grupo criminoso em Cabedelo se esconde em uma comunidade no Rio de Janeiro. Até o momento, a polícia não conseguiu localizá-lo e efetuar a prisão.
A Operação Asfixia mobilizou equipes para cumprir 26 mandados de prisão preventiva e 32 mandados de busca e apreensão, além de determinar o bloqueio de mais de R$ 125 milhões.
Até o momento, 24 pessoas foram presas, sendo 23 na Paraíba e uma no Rio de Janeiro. Desse total, sete foram presos em flagrante e 17 em cumprimento de mandados de prisão preventiva.
As ações da operação se concentraram nas cidades de João Pessoa, Cabedelo, Santa Rita, Campina Grande, Cabaceiras, Nova Floresta e em comunidades do Rio de Janeiro. Foram mobilizados 150 policiais na Paraíba, divididos em 30 equipes, com o apoio da Polícia Civil do Rio de Janeiro.
Outra pessoa relacionada à operação é Flávia Santos Lima Monteiro, presa desde novembro de 2024, acusada de ser funcionária fantasma da Prefeitura de Cabedelo e de atuar como elo entre a gestão da época e o grupo criminoso.
Fonte: jornaldaparaiba.com.br