Os organizadores das Paralimpíadas de Inverno de Milão-Cortina confirmaram nesta quinta-feira que sete países irão boicotar a cerimônia de abertura do evento em protesto contra a participação de atletas russos sob sua própria bandeira — algo que não acontecia desde 2014.
O Comitê Paralímpico Internacional (IPC) anunciou no mês passado que permitirá a participação de seis atletas da Rússia e quatro de Belarus nos Jogos, desta vez representando oficialmente seus países, e não como competidores neutros.
Rússia e Belarus haviam sido banidas das Paralimpíadas de 2022 após a invasão da Ucrânia, embora tenham sido autorizadas a competir como atletas neutros nas Paralimpíadas de verão realizadas em Paris dois anos depois.
Boicote e Posicionamento dos Países
Após o anúncio do IPC, alguns países — entre eles a Ucrânia — informaram que não participariam da cerimônia de abertura, marcada para sexta-feira na Arena de Verona.
Segundo os organizadores, a cerimônia ocorrerá longe das principais sedes das competições — Cortina, Val di Fiemme e Milão — e por isso alguns outros países também não terão atletas presentes no evento, mas por razões esportivas.
Decisões e Motivações
Com várias provas — incluindo o esqui alpino — começando já no sábado às 8h30 (GMT), muitos atletas optaram por permanecer próximos de suas bases de treinamento.
O IPC informou ainda que muitas delegações enviaram vídeos de 12 segundos com seus atletas, que serão exibidos durante a cerimônia de abertura.
Conclusão
Diante do boicote de alguns países à cerimônia de abertura das Paralimpíadas de Inverno em protesto à participação da Rússia, a arena de Verona receberá uma cerimônia com ausências notáveis. As decisões dos países refletem posicionamentos políticos e esportivos, enquanto os atletas se preparam para competir após anos de treinamento dedicado.
Fonte: https://www.folhape.com.br