O Sport Club do Recife manifestou forte descontentamento com a atuação da arbitragem na partida contra o Fluminense, que terminou empatada em 2 a 2 na noite de quarta-feira, na Ilha do Retiro. A indignação foi expressa logo após o apito final, com o diretor geral de futebol do clube, Enrico Ambrogini, tecendo duras críticas a lances considerados prejudiciais ao time pernambucano.
A polêmica começou no primeiro tempo, quando o Fluminense chegou a marcar um gol com Martinelli, anulado após intervenção do VAR. O árbitro Raphael Claus assinalou falta de Ignácio sobre Barletta, mas, segundo o dirigente do Sport, o lance merecia a expulsão do atleta tricolor. No segundo tempo, a arbitragem voltou a ser questionada após a marcação de um pênalti a favor dos visitantes, precedido de uma falta que, na visão da diretoria rubro-negra, deveria ter sido assinalada.
“É revoltante estar aqui. Ninguém gosta de reclamar após uma partida bem disputada, mas fomos prejudicados”, desabafou Ambrogini, referindo-se à decisão do árbitro em relação ao lance do cartão vermelho. O diretor relembrou ainda outros jogos da competição, contra Palmeiras, São Paulo e Vasco, alegando que o Sport tem sido prejudicado de forma recorrente. Ele informou que buscará explicações junto à CBF ainda nesta semana.
“Parece que a gente se sente palhaço. Isso tem acontecido aqui dentro de forma recorrente, é um grande absurdo. Ninguém que sustenta o escudo FIFA dá as caras”, protestou, cobrando providências da Comissão de Arbitragem. “Representamos milhões de torcedores e não podemos ser tratados desta maneira”, concluiu.
O técnico do Sport, Daniel Paulista, compartilhou da mesma opinião sobre a arbitragem, mas acrescentou que a culpa não pode ser atribuída somente aos árbitros. Ele aproveitou a discussão sobre mudanças no calendário do futebol brasileiro para defender a profissionalização da arbitragem.
“Acho que a única profissão envolvida no futebol que não é profissional é a arbitragem. O árbitro que apita aqui tem outra profissão, outro desempenho na sua vida profissional, e o futebol é um trabalho alternativo”, observou Daniel Paulista. “Às vezes, o árbitro não erra porque quer, mas porque não é profissional dessa profissão. Precisamos falar de arbitragem. Será que o combo todo está ajudando para que o árbitro seja melhor?”, questionou.
Fonte: www.folhape.com.br