A plataforma Telegram removeu grupos e canais que promoviam a venda e o uso de compostos à base de dióxido de cloro como tratamento eficaz para diversas doenças, incluindo câncer e autismo. A ação foi realizada após requisição da Advocacia-Geral da União (AGU).
A AGU informou que a decisão de solicitar a remoção dos canais foi motivada por denúncias encaminhadas ao Ministério da Saúde e à Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A apuração dessas denúncias revelou a existência de 30 comunidades que consistentemente recomendavam o uso desses compostos para uma variedade de condições de saúde.
A Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia, da AGU, formalizou o pedido de remoção ao Telegram na última sexta-feira, acompanhado da solicitação para bloquear o uso e a pesquisa de palavras-chave (hashtags) que facilitassem o acesso ao conteúdo fraudulento.
A procuradoria argumentou que a divulgação e venda desses compostos representavam “manifesta desinformação, desprovida de qualquer lastro ou evidência”, enganando o público sobre um tema de extrema importância: a saúde pública.
O dióxido de cloro, além de carecer de qualquer embasamento médico e científico, é uma substância corrosiva que pode causar sérios danos à saúde, especialmente em crianças. Apesar disso, tem sido ilegalmente comercializado como um suposto “medicamento milagroso” desde o início da pandemia da covid-19.
A Brasil buscou contato com a Telegram e permanece aberta a receber e publicar qualquer manifestação da empresa sobre o assunto.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br