Em meio à disputa dos playoffs da Superliga de Vôlei, Tifanny Abreu, jogadora do Osasco, comentou ao GLOBO que não se surpreendeu com a divulgação das novas diretrizes do Comitê Olímpico Internacional (COI) sobre a elegibilidade das atletas trans. Ao GLOBO, ela falou que 'esta é uma luta diária contra a extrema direita'.
Nesta quinta-feira (26), o COI anunciou uma nova regra para a participação de atletas trans nos Jogos Olímpicos. A partir da Olimpíada de 2028, as mulheres terão que fazer testes genéticos, uma vez que a elegibilidade para qualquer categoria feminina é limitada a 'mulheres biológicas', conforme a entidade.
Retorno do 'cartão rosa'
É a volta do 'cartão rosa', que simbolizava que uma atleta era mulher e poderia atuar no esporte feminino. Testes de feminilidade, como os cromossômicos, são aplicados desde a Olimpíada de 1968, evoluindo para testes hormonais e genéticos ao longo do tempo.
Posicionamento de Tifanny
Tifanny expressou sua preocupação com a nova diretriz do COI e a associação com a extrema direita, mencionando a presidente do COI, Kirsty Coventry, e o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ela enfatizou a importância da luta contra a extrema direita e as constantes mudanças nas regras que afetam atletas trans.
Desafios jurídicos no Brasil
Recentemente, Tifanny enfrentou um desafio na Justiça brasileira para participar da Copa Brasil de Vôlei, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra a tentativa de impedimento baseada em uma Lei Municipal de 2024. Ela destacou que a questão não está apenas no esporte, mas na vida das pessoas trans em geral.
O Osasco, time de Tifanny, enfrenta o Fluminense nos playoffs da Superliga, com os confrontos de quartas de final iniciando na próxima segunda-feira.
É importante continuar acompanhando as notícias relacionadas a essa temática e se informar sobre os desdobramentos desse cenário em constante evolução.
Fonte: https://www.folhape.com.br