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© Ricardo Stuckert/PR
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Em um cenário global marcado por desafios climáticos e desigualdades persistentes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a importância da transição energética e de um novo modelo de economia durante sua participação no G20. O grupo, composto pelas maiores economias do mundo, foi apontado como tendo um papel crucial na promoção de um futuro mais sustentável e equitativo.

Durante a sessão do G20 focada na redução de riscos de desastres, mudanças climáticas, transição energética justa e sistemas alimentares, Lula enfatizou a necessidade de acelerar ações para enfrentar as mudanças climáticas e preparar o mundo para uma nova realidade climática. Ele ressaltou que o G20, responsável por uma parcela significativa das emissões globais, deve liderar a elaboração de um plano para afastar o mundo dos combustíveis fósseis.

Lula mencionou que o Brasil está conduzindo as negociações da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30). O presidente também defendeu a aprovação de um texto que abordasse um cronograma para a implementação da transição energética, destacando que a mudança climática é um desafio de planejamento econômico.

Adicionalmente, Lula citou o documento sobre Investimento em Redução de Risco de Desastres, enfatizando a necessidade de financiamento de longo prazo para prevenção e resposta a desastres. Ele argumentou que a construção de resiliência, por meio de investimentos em adaptação, é essencial para evitar prejuízos futuros e garantir benefícios sociais e econômicos.

O presidente também defendeu o combate à fome e à pobreza, além da proteção social das populações, afirmando que o G20 pode proteger as cadeias alimentares por meio de medidas como compras públicas e seguros rurais.

Em outra sessão da cúpula, sobre crescimento econômico sustentável e inclusivo, Lula defendeu a taxação de super-ricos e a troca de dívidas de países mais pobres por investimentos em desenvolvimento e ação climática. Ele também propôs a criação de um Painel Independente sobre Desigualdade para redesenhar regras e instituições que sustentam assimetrias.

Antes de participar do G20, Lula se reuniu com o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, e o convidou para uma visita de Estado ao Brasil. Ambos discutiram a possibilidade de ampliar o acordo entre Mercosul e a União Aduaneira da África Austral.

A agenda de Lula continua com a participação em mais uma sessão do G20 sobre minerais críticos, trabalho decente e inteligência artificial, além de uma reunião entre os líderes do Fórum de Diálogo Índia-Brasil-África do Sul (Ibas). Em seguida, o presidente viajará para Moçambique para comemorar os 50 anos das relações diplomáticas entre os dois países.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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