O trânsito no Brasil apresenta números alarmantes, com mais de 32 mil mortes anuais, o que equivale a uma média de 92 vítimas por dia. A informação foi divulgada durante o 16º Congresso Brasileiro de Medicina do Tráfego, em Salvador.
O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM) ressaltou que o problema se agrava ao constatar que, para cada óbito, há pelo menos dez pessoas que sofrem sequelas graves ou permanentes. Essa realidade impacta a vida de jovens que interrompem os estudos, profissionais impossibilitados de trabalhar e famílias que enfrentam a dependência e o sofrimento prolongado.
O cenário coloca o Brasil em posição de destaque no ranking mundial de países com maior número de vítimas no trânsito, equiparando-se a nações com populações significativamente maiores, como Índia e China.
Diante da situação, a medicina do tráfego é vista como uma especialidade fundamental, que vai além da atuação clínica e se compromete com a ação social, fornecendo dados, análises e soluções para orientar as decisões do governo e as políticas públicas.
Os custos gerados pelos acidentes de trânsito são considerados “astronômicos”. Estimativas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apontam para um impacto anual de R$ 50 bilhões, resultante da soma de despesas hospitalares, reabilitação, gastos da previdência social e perdas na produtividade. O montante, segundo o Conselho Federal de Medicina, seria suficiente para construir centenas de hospitais de médio porte ou milhares de escolas públicas. Cada acidente grave representa um prejuízo para a coletividade, ao desviar recursos que poderiam ser investidos em áreas como saúde, educação e segurança.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br