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© Tomaz Silva/Agência Brasil
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O estado do Rio de Janeiro enfrenta um desafio persistente na imunização contra a poliomielite. Desde 2016, a meta de 95% de vacinação estabelecida pelo Programa Nacional de Imunização (PNI) não tem sido alcançada, gerando preocupação entre autoridades de saúde. A baixa cobertura vacinal expõe uma geração, que não vivenciou os impactos da paralisia infantil, ao risco de um possível ressurgimento da doença.

Em alusão ao Dia Mundial de Combate à Poliomielite, celebrado nesta sexta-feira, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) intensifica o apelo à população para que aproveite a Campanha Nacional de Multivacinação, que se estende até o final do mês. O objetivo é imunizar crianças que ainda não receberam a vacina contra a pólio, reforçando a importância da prevenção em um cenário onde o último caso da doença no estado foi registrado em 1987.

A secretária de Estado de Saúde, Claudia Mello, enfatiza a relevância da vacinação contínua para evitar o retorno da poliomielite, uma doença considerada grave. Ela reconhece que, embora os índices de cobertura vacinal ainda estejam abaixo do ideal, houve um aumento nos últimos anos. Além da vacinação contra a pólio, a campanha oferece todas as vacinas do calendário nacional, com foco no resgate de crianças e adolescentes com doses atrasadas.

O esquema vacinal contra a poliomielite consiste em quatro doses: aos 2, 4 e 6 meses, e uma dose de reforço aos 15 meses. Em 2024, a vacina injetável contra a poliomielite (VIP) substituiu a vacina oral.

A coordenadora de Vigilância Epidemiológica da SES-RJ, Cristina Giordano, alerta para a importância da vigilância constante e da manutenção da vacinação em dia. Ela explica que a circulação do vírus em outros países representa um risco potencial, e a vacinação é a única forma de prevenção contra a poliomielite, protegendo tanto o indivíduo vacinado quanto a comunidade em geral.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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