O Ministério da Saúde do Brasil reafirmou em comunicado oficial, nesta terça-feira (23), que o paracetamol é um medicamento seguro e eficaz, sem qualquer relação com o desenvolvimento de autismo. O anúncio visa combater informações incorretas sobre o fármaco, conhecido por suas propriedades analgésicas e antipiréticas (redutor de febre).
A declaração do Ministério da Saúde surge após uma manifestação pública nos Estados Unidos, na qual foi feita uma associação entre o uso de paracetamol e o autismo, sem apresentação de evidências científicas que comprovassem tal ligação.
Outras organizações de saúde internacionais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e agências de saúde da União Europeia e do Reino Unido, também se pronunciaram contra a desinformação disseminada, reforçando a segurança do medicamento.
Em sua nota, o Ministério da Saúde expressou preocupação com os impactos negativos que informações distorcidas podem causar na saúde pública, citando o exemplo da pandemia de Covid-19. “A saúde não pode ser alvo de atos irresponsáveis. A atuação de lideranças políticas na criação de informações deturpadas pode gerar consequências desastrosas para a saúde pública”, alertou o Ministério.
A pasta também enfatizou o potencial prejuízo para a saúde de mães e filhos, caso a desinformação sobre o paracetamol leve à recusa de tratamento em situações de febre e dor.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA), conforme definição do Ministério da Saúde, é um distúrbio do neurodesenvolvimento caracterizado por desenvolvimento atípico, déficits na comunicação e interação social, padrões de comportamentos repetitivos e estereotipados, além de um repertório restrito de interesses e atividades.
O Ministério da Saúde reforçou seu compromisso em combater o negacionismo e seus impactos negativos na adesão da população a medidas preventivas, como a vacinação, buscando reverter os prejuízos causados nos últimos anos.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br